Faltou chuva? Veja como reduzir os impactos na produção da lavoura

Chuvas irregulares: como minimizar os impactos do clima na produção Tecnologias ajudam a analisar e simular diferentes cenários de imprevistos

A irregularidade climática tem preocupado os produtores neste final de ano. No Mato Grosso, as altas temperaturas, a falta de chuva e o baixo volume de água no armazenamento do solo ameaçam a produtividade da safra de soja 2022/2023. Já em algumas regiões de Santa Catarina as fortes precipitações dos últimos dias deixaram as lavouras inundadas.

Apontado como a principal preocupação dos agricultores na última edição da Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, feita pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), o clima influencia no sucesso da lavoura. No entanto, mesmo que os imprevistos não possam ser combatidos, as tecnologias têm ajudado cada vez mais os produtores e gestores agrícolas a estarem preparados para lidar com situações adversas, sejam períodos de seca, chuvas irregulares, granizos ou ventos fortes.

“A variabilidade climática envolve muitas condições às quais é preciso se atentar. Para apoiar esse acompanhamento, sistemas de planejamento têm trazido uma previsibilidade que facilita a redução dos efeitos desfavoráveis. Ainda que essa vantagem não impeça os acasos, ela permite que se responda de maneira rápida aos conflitos e se mantenha a eficiência das operações”, explica Bernardo de Castro, presidente da divisão de Agricultura da Hexagon, que desenvolve soluções digitais para os setores agrícola e florestal.

plantio da soja em ilpf em mato grosso
Foto: Divulgação

Simulação de cenários ajudam no plantio

Utilizando dados históricos em conjunto com a configuração de critérios e restrições operacionais, é possível diagnosticar as necessidades de um espaço de plantio antes mesmo do início da produção. Softwares específicos analisam as áreas do campo e testam todas as soluções concebíveis para o contexto em questão, recomendando a melhor estratégia para o plantio, incluindo as variedades, locais e épocas ideais para a operação. A partir disso, também são calculadas as curvas de produtividade viáveis, bem como os custos com insumos, máquinas e mão de obra.

Essa forma de programação permite ainda considerar ou mesmo simular hipóteses e desafios que possam surgir no decorrer da execução das atividades no campo. “Isso oportuniza a adequação do gestor em tempo hábil para um ambiente de produção mais efetivo, sem gastos desnecessários e com estoque e caixa da empresa preparados para as potenciais demandas”, reforça Bernardo.

Mais previsibilidade para o campo

Para benefício do agronegócio, a meteorologia evoluiu significativamente ao longo dos últimos anos. Atualmente, informações relacionadas ao clima estão disponíveis de maneira muito mais antecipada e assertiva. Além disso, é mais fácil obter esses dados e cruzá-los com outros provenientes das tecnologias em uso no campo.

Porém, a previsibilidade no segmento já não se restringe somente à questão do tempo. Apesar de a avaliação das condições e fenômenos climáticos continuar sendo importante para o empresário e o produtor rural, os avanços da digitalização e o crescente acesso a dados permitiram o surgimento de diversas outras soluções voltadas para a predição.

“Há muito o que se esperar da tecnologia nesse sentido para os próximos anos. Com sensoriamento, recursos de integração e análise inteligente de dados, alcançaremos cada vez mais previsibilidade, contribuindo para planejamentos e execuções eficientes das operações agrícolas”, enfatiza Bernardo de Castro.

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