Faturamento bruto da cafeicultura de Minas Gerais

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Norte de Minas Gerais na rota dos cafés especiais
Foto: Divulgação

Receita total prevista para lavouras cafeeiras totaliza R$ 63 bilhões, sendo que MG equivale a 54%, ES 22,5%, SP 9,7%, BA 6,5%, RO 4% e PR 1,2%.

O valor bruto da produção de todas as lavouras dos Cafés do Brasil, para o ano-cafeeiro 2022, foi estimado em R$ 62,9 bilhões. Referida receita tem como base o volume da estimativa da safra e os respectivos preços médios efetivamente recebidos pelos cafeicultores, no período de janeiro a maio do corrente ano.

Como os Cafés do Brasil são cultivados nas cinco regiões geográficas brasileiras, em 17 estados da Federação, incluindo o Distrito Federal, se for estabelecido um ranking em ordem decrescente das receitas dessas regiões produtoras previstas para o ano-cafeeiro em curso, constata-se o seguinte: em primeira colocação, destaca-se de forma absoluta a Região Sudeste com faturamento estimado em R$ 54,8 bilhões, cifra que corresponde a aproximadamente 87,1% do total nacional.

Na segunda posição vem a Região Nordeste com a receita calculada em R$ 4,13 bilhões, os quais equivalem a 6,6% do total. Em complemento, na terceira posição desse ranking, figura a Região Norte, cujo faturamento das lavouras de café foi estimado em R$ 2,65 bilhões, que correspondem a 4,2% dessa mesma base comparativa; e, ainda, na quarta colocação, com a receita prevista de R$ 768,47 milhões, a Região Sul terá participação em torno de 1,2%. Por fim, a Região Centro-Oeste, com o faturamento calculado em R$ 542,35 milhões, corresponderá a menos de 1% da receita total estimada para os Cafés do Brasil no ano em curso.

Estas análises da performance do Valor Bruto da Produção – VBP da cafeicultura, que ora estão sendo objeto de divulgação pelo Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, tiveram como base os dados e números constantes do VBP Maio 2022 da Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Nesse sentido, vale esclarecer que o VBP é elaborado e divulgado mensalmente pela SPA/Mapa com base no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, e, também, no caso específico do café, nos preços médios recebidos pelos produtores, tendo como referência o café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, e o café robusta tipo 6, peneira 1.

Em complemento, caso também seja estabelecido um ranking do VBP, exclusivamente para os seis maiores estados produtores de café no Brasil, para o ano-cafeeiro 2022, em ordem decrescente, constata-se que o estado de Minas Gerais se destaca com um faturamento bruto estimado em R$ 34,08 bilhões, que equivalem a 54% do total do VBP da cafeicultura, montante que foi estimado em R$ 62,9 bilhões, conforme citado anteriormente. Em segunda colocação vem o estado do Espírito Santo com R$ 14,15 bilhões, cifra correspondente a 22,5%.

E na terceira posição deste ranking destaca-se o estado de São Paulo com R$ 6,09 bilhões, receita que se confirmada equivalerá a aproximadamente 9,7% do total. Em quarta colocação figura o estado da Bahia com R$ 4,11 bilhões (6,5%); em quinto Rondônia com R$ 2,54 bilhões (4%); e, finalmente, o estado do Paraná, que atualmente é o sexto maior estado produtor de café da Federação, com R$ 768,47 milhões, faturamento correspondente em torno de 1,2% do VBP total da produção dos Cafés do Brasil. Demais estados produtores completam os 2,1% restantes do faturamento total.

Fonte: Embrapa Café

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