Ele também afirmou que é preciso entender “dificuldade” de Haddad pelo aspecto fiscal, uma vez que o ministro é cobrado para zerar o déficit público
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, garantiu nesta terça-feira (18) que o próximo Plano Safra será recorde e que o compromisso de disponibilidade de um maior volume de recursos com juros compatíveis para a atividade está mantido, inclusive pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Fávaro falou com a imprensa após se reunir com Haddad e com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na sede da Fazenda.
Questionado sobre o orçamento para a equalização de juros no Plano Safra, o ministro argumentou que se torna menos relevante o volume destinado para esse fim se houver um maior direcionamento de recursos, por exemplo, da poupança rural, das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e do depósito à vista. “O que faz com que seja um custo bem reduzido e os bancos possam atender os produtores nas menores taxas possíveis”, disse Fávaro.
Segundo ele, esse foi um ponto de entendimento durante a reunião na Fazenda. O presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), avalia que são necessários pelo menos R$ 20 bilhões para a equalização de juros do Plano Safra 2024/25, que será anunciado na próxima semana, ante os R$ 13,6 bilhões destinados para a subvenção da temporada passada.
“Fizemos Plano Safra recorde 2023/2024, e o único senão colocado pela FPA naquele momento é que o volume de recursos para equalização não foi o esperado e agora eles vieram com proposta de grande volume para equalização”, comentou Fávaro. O ministro da Agricultura, por sua vez, afirmou que é preciso também entender a “dificuldade” de Haddad pelo aspecto fiscal, uma vez que o ministro é cobrado para zerar o déficit público, apontando para um “contrassenso” entre essa cobrança e o pedido por um volume muito alto para equalização.
“Também temos de entender a dificuldade do ministro Haddad. No mesmo momento que a gente cobra déficit zero, quer equilíbrio fiscal, não é fácil dizer que tem de aumentar recursos do Tesouro para equalizar, há um contrassenso na história. Mas o compromisso de maior volume de recursos com juros compatíveis com a atividade está mantido, inclusive pelo ministro Haddad, que pode ser através de maior direcionamento das fontes de recursos que são de baixo custo, que podem transferir também a baixo custo para produtores”, disse.
Fávaro também classificou a reunião como muito “produtiva e resolutiva”. Embora não tenha antecipado os valores que serão destinados ao próximo Plano Safra, garantiu que ele será “ainda melhor” que o recorde alcançado no último lançamento. “Sairá Plano Safra ainda melhor, maior que o recorde de 2023/2024, que vai atender cada vez mais as necessidades dos nossos produtores”, disse.
Fonte: Estadão Conteúdo
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