Fazenda do governo de SP quadruplica produção de sementes

Fazenda do governo de SP quadruplica produção de sementes

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Há três anos, a produção se restringia a apenas 60 hectares da fazenda (Foto: Thinkstock)

O resultado da produção de sementes é consequência do processo de revitalização e uso pleno da fazenda, que tem 1.700 hectares de área agricultável

A Fazenda Ataliba Leonel, do governo do Estado de São Paulo, localizada em Manduri, produziu 7.669 toneladas de sementes das principais culturas agrícolas nos últimos dois anos, para comercialização aos produtores rurais paulistas.

O desempenho corresponde a um aumento de cerca de quatro vezes em relação aos anos anteriores, segundo informação da Secretaria estadual de Agricultura e Abastecimento. Conforme a secretaria, o resultado é consequência do processo de utilização plena da fazenda, que dos seus 3.400 hectares tem 1.700 hectares de área agricultável.

O diretor do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM), Ricardo Lorenzini, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgão ligado à secretaria, explicou em comunicado que o aumento da produção se deve a um processo de revitalização da fazenda, a qual recebeu investimentos de cerca de R$ 3 milhões.

Há três anos, a produção se restringia a 60 hectares da fazenda. “Hoje, dos 1.700 hectares agricultáveis, mil hectares são utilizados para a produção das sementes, 200 hectares voltados à pecuária e 500 hectares destinados ao Projeto Cana, uma parceria com as usinas locais que possibilitou a recuperação do solo com a contrapartida de remuneração por meio da cana-de-açúcar produzida no local”, afirmou Lorenzini.

O projeto de revitalização incluiu, ainda, a terceirização da colheita de cereais de inverno e milho por produtores rurais. A Fazenda Ataliba Leonel também está apta a produzir sementes orgânicas em uma área de 20 hectares, certificada com o selo IBD Orgânico.

Em parceria com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), também da secretaria, está sendo realizado um trabalho para análise e levantamento do custo de produção das sementes. “Antes, a precificação era feita sem um parâmetro; com o trabalho do IEA temos condições de saber o custo de cada saco de sementes garantindo maior valorização do produto”, avaliou o diretor do IEA, Celso Vegro.

“Em 2018, já temos seis licitações em andamento para a colheita de milho e soja, plantio de milho e cereais de inverno, cinco postos para serviços gerais e aquisição de insumos para a produção, como herbicidas, inseticidas e fungicidas”, explicou Lorenzini, destacando o investimento de R$ 1,14 milhão realizado somente nos dois primeiros meses do ano.

Também foram adquiridos novos equipamentos para melhorar as condições de produção, como elevador de sementes, roçadeira, distribuidor de calcário, guincho, distribuidor de fertilizantes, insumos, reforma dos tratores, instalação de ar-condicionado, freezer e geladeira.

POR ESTADÃO CONTEÚDO

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