Feijão: importância, demanda e estados brasileiros que mais colhem

Feijão: importância, demanda e estados brasileiros que mais colhem

Foto: Aline Sasso

O feijão que nós comemos é a semente do feijoeiro, uma planta da família das leguminosas. O legume que nasce nessa planta é a vagem, que também é comestível e guarda as sementes. Comer feijão faz bem à saúde, pois ele é uma ótima fonte de fibras, proteína vegetal e ferro. Abaixo temos um resumo do que representa o feijão para o Brasil e sua produção em território tupiniquim.

MERCADO INTERNACIONAL – SEM RELEVÂNCIA

O feijão tem uma ampla variedade de espécies e tem pouca importância comercial em termos mundiais, pois o consumo é muito pequeno e até mesmo inexistente em países de primeiro mundo. Os principais países produtores são também grandes consumidores, não havendo
portanto excedente exportável, razão pela qual o comércio internacional é tão restrito. O Brasil é o maior produtor e consumidor mundial de feijão, seguido pela Índia, China e México.

Na Região do Mercosul, o 2º maior produtor é a Argentina que exporta a quase totalidade da sua produção interna. A Argentina é o principal fornecedor de feijão preto para o Brasil, que é destinado para o mercado do Rio de Janeiro. Os principais tipos de feijão produzidos pela Argentina são o preto e o branco. Cerca de 90% do feijão branco produzido na Argentina é destinado à exportação sobretudo para a Espanha. A totalidade do feijão preto produzido na Argentina é exportado, sendo o Brasil o principal importador. As importações brasileiras giram em torno de 2% do consumo interno.

Outra razão para o baixo comércio internacional de feijão é a ampla variedade de tipos de feijão e as diferenças de hábitos alimentares entre os países e até entre as regiões. O principal tipo produzido pelo Brasil é o tipo carioca que apesar de ter a preferência nacional, não tem boa aceitação no mercado externo.

MERCADO DOMÉSTICO – DIVERGÊNCIAS REGIONAIS

No Brasil, o consumo de feijão preto se concentra no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. O consumo de feijão-cores tem consumo maior nos estados do Centro-Sul.

O feijão macaçar (também conhecido como feijão de corda, fradinho ou vigna) é o tipo consumido e produzido apenas na região Norte e Nordeste do País.

O feijão-cores (ou tipo carioca) é o mais produzido no País, com 63% do total, o feijão preto tem 18% da produção e o feijão macaçar (tipo feijão de corda) tem 19%.

O feijão carioca está distribuído uniformemente entre as 3 safras, cada uma com particicipação de 33% na produção total desse tipo de feijão. O feijão preto tem produção concentrada na 1ª safra, com 67% e 24% na 2ª safra. O feijão macaçar tem a produção concentrada na 2ª safra com 89% e só é cultivado na Região Norte/Nordeste do País.

Demanda

O consumo interno per capita de feijão vem se reduzindo, como resultado da urbanização que acentuou as mudanças nos hábitos alimentares, com maior procura por produtos de preparo rápido. Saiu da média de 19 kg/hab/ano em meados dos anos 90 para os atuais 15 kg/hab/ano. Nos anos 60 o consumo girava em torno de 26 kg/hab/ano.

Isso significa dizer que o feijão tem baixa elasticidade-renda, e que o consumo pouco influencia nos preços do feijão, já que está praticamente estável nos últimos anos, com leve queda.

Oferta

Os preços do feijão são influenciados pela oferta e também pela rentabilidade da soja e do milho, que concorrem mais diretamente pela mesma área plantada. Isso significa que quando a 1ª safra não é remuneradora para o produtor, a 2ª safra pode ter redução de área com maior destino para a safrinha de milho. O Paraná responde por 22% da produção de feijão na 2ª safra e responde por 34% da 2ª safra de milho.

Outro fator que influencia os preços é a ocorrência de três safras de feijão no mesmo ano. Geralmente, se a 1ª safra tem baixa remuneração, isso leva à redução de plantio para a próxima safra.

O feijão carioca, que é o tipo mais produzido e consumido na região Centro-Sul do País, tem maior influência nos preços das bolsas de cereais.

Outro item de formação de preços é a perecebilidade elevada da leguminosa, que pode perder qualidade rapidamente em más condições de armazenagem. Isso leva o produtor a vender o produto logo após a colheita, não tendo condições de segurar a comercialização. Além disso, a formação de preços do feijão é totalmente no mercado interno, tendo em vista que não há comercialização internacional. E como a demanda está praticamente estável, a formação interna de preços ocorre basicamente em função da oferta.

Fonte: CONAB / Elaboração: Bradesco
Fonte: CONAB / Elaboração: Bradesco

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