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Fertilizante organomineral impulsiona crescimento do pasto

Uma solução promissora para lidar de forma segura com esses resíduos e obter fertilizantes altamente eficientes é a tecnologia de fertilizantes organominerais, seja na forma sólida ou fluida; entenda

No mundo da agricultura, onde a busca por métodos mais sustentáveis e eficazes é uma constante, o papel fundamental dos fertilizantes organominerais emerge como um segredo valioso para garantir colheitas abundantes e saudáveis. A fusão inteligente entre matéria orgânica e mineral nesses fertilizantes oferece uma solução para promover o desenvolvimento vegetal, otimizar a saúde do solo e reduzir os impactos ambientais.

Neste contexto, explorar as características, benefícios e aplicações do fertilizante organomineral revela-se essencial para agricultores que buscam uma abordagem sustentável e eficiente para alcançar uma produção agrícola robusta.

A suinocultura e a avicultura estão experimentando um rápido crescimento, resultando na produção significativa de resíduos orgânicos. No Brasil, anualmente, são geradas cerca de 8 milhões de toneladas de cama de aviário e mais de 100 milhões de metros cúbicos de dejetos líquidos de suínos.

Esses resíduos combinados contêm aproximadamente 680 mil toneladas de nitrogênio (N), 660 mil toneladas de pentóxido de fósforo (P2O5) e 440 mil toneladas de óxido de potássio (K2O). Esses valores representam aproximadamente 27%, 21% e 12% do consumo total anual de N, P e K pela agricultura brasileira, respectivamente.

Uma solução promissora para lidar de forma segura com esses resíduos e obter fertilizantes altamente eficientes é a tecnologia de fertilizantes organominerais, seja na forma sólida ou fluida.

Ao contrário dos fertilizantes fosfatados comerciais disponíveis no mercado, que têm alta solubilidade e uma taxa elevada de fixação nos solos brasileiros, os fertilizantes organominerais apresentam um potencial químico reativo relativamente menor. No entanto, sua solubilização ocorre gradualmente durante o desenvolvimento da cultura, resultando em uma eficiência agronômica potencialmente maior em comparação com os fertilizantes minerais solúveis.

A transformação da matéria orgânica, enriquecida com substâncias húmicas, tem a capacidade de aumentar as cargas negativas disponíveis na área de liberação de fosfato nos fertilizantes organominerais. Isso pode resultar em uma maior acessibilidade do nutriente para as raízes das plantas.

A melhoria da solubilidade do fósforo na presença de matéria orgânica ocorre devido a diversas razões:

  • Formação de complexos fosfoúmicos, que são mais facilmente absorvidos pelas plantas.
  • Troca aniônica, em que o fosfato é substituído pelo íon humato.
  • Cobertura protetora das partículas de sesquióxido pelo húmus, reduzindo a capacidade do solo de fixar o fosfato.

O que caracteriza o adubo organomineral e como ocorre sua produção

A composição do adubo organomineral deriva da compostagem de materiais orgânicos, como palha de café ou milho, e bagaço de cana. Além disso, outros elementos como serragem, esterco animal, resíduos de horta agrícola, cama de frango e extrato de algas Ascophyllum nodosum também são incluídos.

As algas marítimas são coletadas em condições climáticas adversas, como baixas temperaturas e marés instáveis. Após a coleta, passam por um processo que envolve secagem, trituração e uma etapa química para extrair seus componentes biológicos essenciais.

Essa mistura é enriquecida com diversas fontes minerais, e um cuidadoso equilíbrio é estabelecido para atender às necessidades específicas da cultura e do solo. O produto final pode ser aplicado diretamente no solo destinado ao cultivo.

Foto: Divulgação

Quais diferenças existem entre os adubos organominerais e os convencionais

Os fertilizantes organominerais se destacam pela fusão entre matéria orgânica e mineral. A componente orgânica compreende resíduos vegetais, animais, compostos microbianos e húmus, enquanto a mineral é composta por compostos químicos inorgânicos.

A característica de solubilização gradual do adubo organomineral permite sua aplicação ao longo de todo o ciclo da cultura.

No caso dos produtos que incorporam o extrato de Ascophyllum nodosum, essas algas oferecem nutrientes que, em conjunto com os componentes biológicos presentes, impactam positivamente nos processos de crescimento, enraizamento e produção.

Elas fornecem tanto macronutrientes, necessários em grande quantidade, quanto micronutrientes, necessários em menor proporção. Além disso, apresentam um efeito anti-estresse devido às suas propriedades antioxidantes e capacidade de regulação endógena.

Qual é a composição do adubo organomineral?

As diretrizes e normas referentes aos fertilizantes orgânicos e biofertilizantes destinados à agricultura são regidas pela Instrução Normativa n.º 61 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), datada de 8 de julho de 2020. Conforme essa normativa, o adubo organomineral deve apresentar proporções específicas de carbono orgânico, umidade, CTC (capacidade de troca catiônica), nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, além de micronutrientes.

Quais são as vantagens de utilizar o adubo organomineral?

Além de ser uma alternativa de fertilizante mais sustentável, esse tipo de adubo oferece diversas vantagens, tais como:

  • Aumento da matéria orgânica;
  • Neutralização de substâncias tóxicas;
  • Estímulo à atividade microbiana;
  • Melhoria na disponibilidade de fósforo;
  • Aumento da CTC (capacidade de troca catiônica);
  • Opção promissora para a destinação segura de resíduos animais.

Quanto ao uso de resíduos in natura, o adubo organomineral proporciona benefícios adicionais, incluindo uma redução significativa das perdas de nitrogênio.

Quais benefícios são associados ao uso do adubo organomineral?

Ao proporcionar um maior aporte de carbono orgânico ao sistema, o adubo organomineral gera ácidos húmicos e orgânicos, que, por sua vez, reduzem o potencial de adsorção de fósforo, bloqueando sítios específicos. Além disso, seu uso contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, aumenta a resistência ao estresse ambiental e melhora a eficiência no fornecimento de fósforo por meio de ânions orgânicos. Os compostos orgânicos presentes estimulam o crescimento das raízes, resultando em benefícios como a redução do uso de fertilizantes químicos em até 20% e a potencialização da ação microbiana.

Foto: Divulgação

Quais cultivos podem se beneficiar do adubo organomineral e como utilizá-lo?

Os fertilizantes organominerais à base de extrato de algas Ascophyllum nodosum têm demonstrado eficácia em diversas lavouras, incluindo feijão, milho, alface, maçã, cenoura, cereais, citros, café, algodão, cebola, soja, girassol, tabaco, tomate e batata. A aplicação desse adubo pode ser feita nas folhas, utilizando pulverizadores apropriados.

Em conclusão, o uso do adubo organomineral representa uma abordagem inovadora e sustentável para a agricultura, proporcionando uma série de benefícios significativos. Ao enriquecer o sistema com um maior aporte de carbono orgânico, o adubo promove a formação de ácidos húmicos e orgânicos, resultando na redução do potencial de adsorção de fósforo, essencial para o desenvolvimento das plantas. Adicionalmente, a utilização desse adubo contribui para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa, fortalece a resistência das plantas ao estresse ambiental e aprimora a eficiência no fornecimento de fósforo por meio de ânions orgânicos.

Escrito por Compre Rural

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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