Físico firme, futuro cambaleante

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Importar gado vai resolver falta de boi gordo no Brasil?
Foto: Fazenda Uberaba

Preço do boi gordo segue sustentado no mercado físico paulista, mas falta de novidades traz desvalorização para as cotações na B3; Confira abaixo!

No mercado físico do boi gordo, o destaque foi para as negociações de boi padrão china, sendo negociados próximo aos R$ 325,00/@. Nos animais comum, a referência de preço continuou rondando a casa dos R$ 317,00/@. As escalas de abate seguem alongadas (média brasileira de 8 dias) e não há urgência aparente para aquisição de animais. Na B3, o contrato para outubro/21 fechou o dia cotado a R$ 325,15/@, com variação negativa de 1,08%.

No mercado atacadista da carne bovina o clima de apreensão deu o tom dos negócios. A carcaça casada do boi reduziu de preço e chegou na casa dos R$ 20,15/kg. Com a descapitalização do consumidor brasileiro nesta época do mês, outras proteínas como a de frango, por exemplo, se tornam mais amigáveis ao bolso do comprador, tornando assim, mais difícil o escoamento da carne bovina.

Milho

O mercado físico do milho encerra mais um dia com queda nos preços, a recente desvalorização do dólar e maior disponibilidade no mercado contribuem para esta desvalorização. A saca do cereal já é negociada na casa dos R$ 91,00 em Campinas/SP. Na B3, os valores dos contratos mergulharam em desvalorização, com o vencimento para setembro/21 sendo negociado a R$ 83,05/sc, recuando o limite de variação (-5,00%).

Na CBOT, os futuros do grão fecham o período em queda devido a liquidação de posições compradas, a expectativas de clima favorável para a safra e as novas vendas realizadas por produtores. O contrato com vencimento em julho/21 recuou 5,94%, ficando cotado a US$ US$ 6,33/bu.

Soja

O mercado físico da soja brasileira continua com as cotações pressionadas para baixo nas principais praças, devido à forte desvalorização que vem sendo observada na CBOT. Em Paranaguá/PR, a referência para negócios da oleaginosa rondou os R$ 160,00/sc na quinta-feira.

O preço dos contratos da oleaginosa em Chicago seguem sendo puxados pela queda do óleo de soja, após rumores sobre a flexibilização das regras de mistura dos biocombustíveis nos EUA. Os futuros da soja encerram a quinta-feira em forte desvalorização, os contratos com vencimento em julho/21 atingiram o menor patamar dos últimos cinco meses, terminando o dia cotado a US$ 13,30/bu, com uma baixa diária de 8,20%.

Fonte: Agrifatto

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