FIT leva tecnologia brasileira de análise à maior feira agrícola da Malásia

A startup de São Carlos está entre seleto grupo de nove empresas brasileiras selecionadas para participar da MAHA 2026; Fit busca mercado malaio de olho na expansão de sua atuação no Sudeste Asiático.

A startup brasileira FIT (Fine Instrument Technology), empresa brasileira especializada no desenvolvimento de soluções analíticas para a agroindústria e pesquisa e desenvolvimento, participará da Malaysia Agriculture, Horticulture & Agrotourism (MAHA) 2026, uma das principais feiras de agricultura e agrotecnologia do Sudeste Asiático. A empresa foi selecionada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para participar do seleto grupo de empresas inovadoras no agro que representará o Brasil na feira. Realizado de 28 de agosto a 6 de setembro, no Malaysia Agro Exposition Park Serdang (MAEPS), em Selangor, o evento será uma plataforma para a companhia apresentar sua tecnologia de ressonância magnética nuclear (RMN) e ampliar sua presença comercial na Malásia e nos países da Associação de Nações do Sudeste Asiático- ASEAN.

A participação marca um movimento estratégico da empresa, sediada no polo tecnológico de São Carlos (SP), em direção a uma região que reúne algumas das mais importantes cadeias agroindustriais do mundo. A expectativa dos organizadores é que a MAHA 2026 receba cerca de 4 milhões de visitantes e mais de 2 mil expositores ao longo dos dez dias de programação, reforçando o papel da feira como espaço de negócios, investimentos e parcerias para o setor.

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Na feira, a FIT apresentará a linha SpecFIT, plataforma que utiliza ressonância magnética (RMN) de baixo campo para realizar análises rápidas, precisas e não destrutivas. A tecnologia desenvolvida em parceria com a Embrapa Instrumentação para análise de produtos da agroindústria permite substituir procedimentos laboratoriais convencionais baseados no uso de solventes, fornecendo informações sobre múltiplos parâmetros de qualidade em poucos segundos ou minutos e sem causar danos ao meio ambiente. As soluções são aplicáveis à análise de solos, sementes, grãos, oleaginosas, óleos vegetais, biodiesel e outros produtos agrícolas, além de serem compatíveis com sistemas LIMS e arquiteturas de armazenamento em nuvem voltadas à Indústria e ao Agro 4.0.

Um dos principais focos da FIT na Malásia será a cadeia do óleo de palma, setor no qual a empresa já possui aplicações voltadas ao controle de processos e à redução de perdas industriais. A tecnologia brasileira permite determinar óleo e umidade em menos de um minuto, possibilitando que operadores acompanhem parâmetros diretamente relacionados à eficiência da extração e façam ajustes com maior rapidez. Em operações industriais no Brasil e na Colômbia, a utilização da tecnologia foi associada a ganhos mensuráveis de eficiência e à redução de perdas de óleo no processo produtivo.

A estratégia, contudo, vai além do óleo de palma. O portfólio da companhia tem aplicações em cadeias relevantes para o conjunto do mercado da ASEAN, como óleo de coco, arroz e outros grãos, café, carnes, aves, pescados e aquicultura, sementes, laticínios, cacau e chocolate. A abrangência amplia o potencial da participação na MAHA, permitindo à empresa dialogar com diferentes segmentos da agroindústria regional a partir de uma mesma plataforma tecnológica.

No segmento de oleaginosas e sementes, por exemplo, a tecnologia permite medir o teor de óleo sem necessidade de secagem prévia das amostras. Para arroz e grãos, o controle rápido da umidade pode contribuir para a redução de perdas no armazenamento e para a preservação da qualidade dos lotes. Já nas cadeias de carnes, aves e pescados, a plataforma pode analisar parâmetros como gordura, água e proteína de forma rápida e não destrutiva.

A participação da FIT na feira também ocorre em um momento em que a digitalização dos processos produtivos, a redução do uso de insumos químicos e a busca por maior rastreabilidade e eficiência vêm ganhando espaço na agroindústria. Nesse cenário, a FIT aposta na combinação entre velocidade analítica, automação e sustentabilidade como diferencial para atender empresas e instituições de pesquisa que buscam modernizar seus sistemas de controle de qualidade.

“Nosso objetivo na MAHA é mostrar que uma tecnologia desenvolvida no Brasil pode responder a desafios concretos de algumas das cadeias agroindustriais mais importantes do Sudeste Asiático. A RMN permite transformar análises que tradicionalmente dependem de processos demorados e destrutivos em informações disponíveis em tempo muito menor, apoiando decisões de processo e de controle de qualidade. O conjunto de aplicações da nossa plataforma dialoga com diferentes cadeias produtivas presentes na ASEAN e abre espaço para novas parcerias voltadas ao aumento da produtividade, à melhoria do controle de qualidade e à digitalização da agroindústria”, afirma Daniel Consalter, CEO da FIT.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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