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Fórum Brasil-África debate formas de impulsionar comércio de alimentos entre os países

A 11ª Edição do Fórum Brasil África, que acontece nos próximos dias 31 de outubro e 1º de novembro em São Paulo, trará especialistas em agroindústria para debater esse tema.

Promovida pelo Instituto África Brasil, entidade presidida por João Bosco Monte, doutor em educação pela Universidade Federal do Ceará e um dos maiores especialistas do País no tema, o fórum terá um painel sobre “Agroindústria: como impulsionar o comércio e a cadeia produtiva de alimentos entre o Brasil e a África”.

Participam desse painel Jorge Viana, presidente da ApexBrasil; Jeanine M. Cooper, ministra da Agricultura da República da Libéria; Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura do Brasil, coordenador do Centro
de Agronegócio da FGV EESP; Maria Helena Semedo, diretora-geral adjunta da FAO; Olavio Takenaka; CEO da OCP Brasil (a confirmar); e Oseyemi Akinbamijo, diretor-executivo do Forum for Agricultural Research in Africa (FARA).

Fórum Brasil-África debate formas de impulsionar comércio de alimentos entre os países
Foto: Divulgação

O fórum já tem inúmeras autoridades do governo brasileiro e do continente africano confirmadas. Entre os nomes, estão o chanceler Mauro Vieira, Celso Amorim, o presidente da Apex Brasil, Jorge Vianna, e o presidente do Afreximbank, Benedict Oramah, entre várias autoridades. O presidente Lula é um dos convidados e pode comparecer. “O objetivo principal do fórum é a troca de experiências entre os países e a busca de boas iniciativas, parcerias e oportunidades de negócios e comércio em várias áreas”, diz Monte.

Conforme levantamento mais recente do Instituto Brasil África, o continente africano é o segundo mais populoso, com a maior taxa de crescimento populacional, o que indica o potencial do mercado consumidor da região, que deverá ter quase 2,5 bilhões de habitantes em 2050, representando um quarto da população mundial. Além disso, tem a população mais jovem do mundo.

O African Export-Import Bank (Afreximbank) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetam crescimento de 3,5% do continente africano em 2023, com o apoio dos preços das commodities, pela recuperação econômica pós-covid e pelo dinamismo das economias emagrentes locais. O continente africano é alvo de investimento externo direto (IED), tendo alcançado taxa recorde em 2021 de US$ 84 bilhões.

“A África é um mercado atraente e cada vez mais competitivo, uma oportunidade viável para o processo de internacionalização para firmas brasileiras, e para dinamização das exportações”, destaca Monte.

De acordo com relatório lançado pela Apex Brasil, os principais destinos das exportações para a África foram, em 2022, Egito (22,3%), Argélia (15,1%), África do Sul (13,5%), Marrocos (8,4%) e Nigéria (6,9%), os quais foram responsáveis por quase dois terços do valor exportado. No mesmo ano, as vendas brasileiras de trigo para a África tiveram aumento de 2.602%, em relação a 2021. Esse crescimento repentino possivelmente em decorrência das repercussões da eclosão do conflito entre Rússia e Ucrânia, que abalou o mercado internacional de alimentos.

ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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