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Genética bovina brasileira da Urus vai à África

A Urus escolheu a genética brasileira para o projeto porque ela tem bom desempenho em clima tropical, que mais se aproxima da realidade dos países africanos. O investimento total na iniciativa será de pelo menos US$ 15 milhões.

O Grupo Urus é o nome da multinacional, resultante da fusão das operações da americana Cooperative Resources International (CRI), que no Brasil é dona da marca Genex, e da holandesa Koepon Holding, detentora da marca global canadense Alta Genetics. A gigante vai fornecer genética bovina para um projeto que quer aumentar a produção de leite na Nigéria, Quênia, Tanzânia e Uganda. A inciativa tem dois objetivos principais: garantir alimentos para a população local e gerar empregos, com a possível criação de agroindústria no entorno das fazendas, apontou matéria divulgada pela Globo Rural.

Ainda segundo as informações, além da Urus, vão fazer parte do projeto a Fundação Bill e Melinda Gates, a FrieslandCampina, uma das maiores cooperativas de leite do mundo, e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês). O investimento total na iniciativa será de pelo menos US$ 15 milhões.

No primeiro trimestre deste ano, a Alta Genetics exportou cerca de 4 mil doses de sêmen da raça girolando para a Nigéria, elevando a projeção de que até o fim do ano que vem, nasçam de 800 a mil animais com genética brasileira. No Brasil, a Genex é sediada em São Carlos (SP), com filiais em Belo Horizonte (MG), Castro (PR), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS). A Alta Genetics está há 20 anos no país e tem sede em Uberaba (MG)..

“Embora a URUS seja um novo nome na indústria agrícola global, suas raízes são profundas”, diz o CEO da URUS, Cees Hartmans. “Os produtores terão o apoio de programas educativos organizados pela Urus, que explicam as vantagens da genética melhorada e como aplicar a tecnologia”, afirma Marcel Petrutiu, diretor de desenvolvimento global da Urus, a Globo Rural.

Segundo Guilherme Marquês, gerente nacional de leite da Alta, que esteve na Nigéria no fim de julho com uma equipe que ofereceu treinamentos fazendas-modelo da FrieslandCampina, foram feitos treinamentos nas áreas de pastejo, instalações, genética e o manejo dos animais. Ele aponta que um dos entraves é a mudança na visão que os produtores possuem do sistema.

A Globo Rural, em sua matéria, informou que a escolha do leite para o projeto deveu-se tanto ao fato de se tratar de um alimento de consumo imediato quanto matéria-prima para produtos de valor agregado maior, que podem fomentar a criação de agroindústrias. “A nossa ideia é fazer a roda girar”, afirma Sérgio Saud, diretor executivo da Genex Brasil.

“A Urus escolheu a genética brasileira para o projeto porque ela tem bom desempenho em clima tropical, e, assim, é a que mais se aproxima da realidade dos países africanos que integram a iniciativa. A opção foi pela raça girolando porque ela combina a rusticidade das vacas da raça zebuína Gir com a produtividade das vacas holandesas”, afirmou José Fiorentino, da Globo Rural.

Segundo Sérgio Saud, esses animais produzem pelo menos 30 litros ao dia no país, mas, em um cenário de escassez de alimentos e outras adversidades, a produtividade deverá cair pela metade. A produção média de uma vaca dos países beneficiados é de três litros.

Para finalizar, Fiorentino explicou que o projeto vai se estender por cinco anos. A Nigéria, o maior país integrante da iniciativa, tem mais de 200 milhões de habitantes, e sua população é uma das que mais crescem no mundo. Os nigerianos importam cerca de 90% do leite que consomem.

Compre Rural com informações da Globo Rural

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