Governo lança campanha para melhorar imagem do Brasil no exterior

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Com nome de “Brazil by Brasil”, materiais terão como foco o meio ambiente e agronegócio; publicação do primeiro vídeo acontece quase às vésperas do discurso de Bolsonaro na ONU.

O governo federal lançou neste fim de semana uma campanha publicitária para reverter a imagem do Brasil no exterior, devido às recentes queimadas na Amazônia. A divulgação do primeiro vídeo acontece quase às vésperas do discurso do presidente Jair Bolsonaro, que falará na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça-feira, 24.

Com nome de “Brazil by Brasil”, a peça publicitária terá como foco a disseminação de informações nas redes sociais, mas também em veículos de TV e rádio tanto no Brasil como nos Estados Unidos e em países europeus. Eles estarão traduzidos em diversos idiomas. Confira aqui o site criado pelo governo.

Primeiro vídeo divulgado enfatiza que Brasil alimenta 1,2 bilhão de pessoas e usa só 7,8% das suas terras com lavouras

“Será uma campanha permanente, sem data pra acabar. Nossos leads serão meio ambiente e agronegócio. Mapeamos notícias negativas sobre o Brasil no mundo todo, inclusive em redes sociais, continuaremos a monitorar este noticiário que não corresponde à realidade e vamos combatê-lo diretamente”, disse o secretário de Publicidade do governo, Glen Valente, na Comissão de Agricultura no início do mês.

Os materiais destacam que o Brasil é o único país do mundo que tem um Código Florestal (Lei 12.651) e que o agronegócio brasileiro alimenta 1,2 bilhão de pessoas no mundo todo, explorando apenas 7,8% do seu território. Outros temas também são tratados, e nações fora do eixo Europa-EUA receberão o material da mesma forma, de acordo com o monitoramento permanente que o governo vai realizar.

Guerra da comunicação

O diretor de Promoção do Agronegócio no Itamaraty, Alexandre Ghislene, considera muito importante que diversos setores do governo estejam engajados na estratégia unificada de comunicação internacional. Para ele, o esforço veio para ficar, pois a percepção mundial é de que o agronegócio brasileiro representa uma ameaça a produtores locais, o que fortalece a pauta protecionista de outros países que absorvem notícias negativas sobre o Brasil.

A presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, Soraya Thronicke (PSL-MS), também considera primordial que o governo priorize a propaganda internacional, pois boicotes já vêm sendo feitos contra nossos produtos.

“Estamos perdendo a guerra da informação para movimentos articulados que têm interesse em nos prejudicar. Só que estudos da Nasa provam que preservamos 66% de nosso território, usando só 7,6% na produção. Enquanto isso, países da União Europeia (UE) usam até 65% do seu território, a Índia usa 60,5%, os EUA usam 18,3% e a China, 17,7%”, argumenta.

Fonte: Agência Câmara


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