Além da apreensão de 1.033 cabeças de gado e aplica R$ 47 milhões em multas, o Ibama embargou 7.400 hectares em operação contra o desmatamento no Amazonas.
Operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de combate ao desmatamento no sul de Lábrea (AM), realizada em maio, resultou no valor total de R$ 47 milhões em multas aplicadas e no embargo de mais de 7.400 hectares de áreas desmatadas ilegalmente. A região é alvo de criminosos que avançam mata a dentro a partir da Ponta do Abunã, em Porto Velho (RO).
Os embargos aplicados pelos agentes ambientais visam à regeneração natural da área de floresta destruída pelos desmatadores, com a proibição de atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais.

Foram apreendidas 1.033 cabeças de gado, cerca de 4.400 m³ de madeira serrada, 362 m³ de madeira em tora, cinco motores e duas motosserras, dentre outros equipamentos.
A operação realizada pelos agentes ambientais também apreendeu 1.033 mil cabeças de gado, cerca de 4.400 m³ de madeira serrada, 362 m³ de madeira em tora, cinco motores e duas motosserras, além de outros equipamentos utilizados pelos criminosos.
Segundo o Ibama, os desmatadores deixaram a região em direção a Ponta do Abunã, em Porto Velho, capital de Rondônia. Ainda de acordo com o instituto, parte da madeira apreendida foi doada para prefeitura de Acrelândia, no Acre.
A ação foi realizada no âmbito do Grupo de Combate ao Desmatamento na Amazônia (GCDA), que realiza atividades de fiscalização constantes no bioma, com foco nos planos de manejo, serrarias, áreas embargadas e áreas de desmatamentos novos.
Também participaram da ação a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Prefeitura de Acrelândia, a Polícia Militar de Rondônia, o Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) e o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen).
Ibama lança operação na Bahia
O Ibama iniciou, na última semana de maio, a operação Mata Viva, com o objetivo de combater o desmatamento ilegal no bioma Mata Atlântica, na região sul da Bahia. A fiscalização também busca verificar o cumprimento de embargos aplicados anteriormente pelos agentes ambientais nas áreas degradadas pelos criminosos.
Até o momento foram fiscalizados 52 indicativos de desmatamento, com área total de 532,8 hectares, e aplicados 32 autos de infração que totalizam R$ 2,8 milhões. Foram embargadas atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais em um total de 468,8 hectares de áreas desmatadas.

O Instituto tem como alvo crimes ambientais praticados nos municípios Belmonte, Canavieiras, Mascote, Santa Cruz Cabrália, e Santa Luzia, que integram os territórios de Identidade da Costa do Descobrimento e Costa do Cacau. A seleção dos alvos foi realizada a partir dos indicativos de desmatamento apontados pelos alertas do MapBiomas e também do Programa Brasil MAIS, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), validados pela equipe do Ibama a partir de comparação visual das imagens de satélites atuais com outras imagens de anos anteriores.
“Apesar de ser deflagrada com maior efetivo de agentes em períodos específicos, a operação com ações de monitoramento e fiscalização na região deve ocorrer o ano todo“, afirmou Henrique Jabur, agente ambiental federal do Ibama.
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