IBGE: Abate de bovinos cai no 2º trimestre de 2020

IBGE: Abate de bovinos cai no 2º trimestre de 2020

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Bovinos prontos para o abate, após etapa de confinamento
Bovinos prontos para o abate, após etapa de confinamento. Foto Divulgação.

É o resultado mais baixo para um 2º trimestre desde 2011, levando em consideração a série histórica iniciada em 1997. Confira os dados abaixo!

No 2º trimestre de 2020, foram abatidos 7,30 milhões de cabeças de bovinos, quantidade 8,0% inferior à obtida no 2° trimestre de 2019 e 0,3% acima da registrada no 1º trimestre de 2020. É o resultado mais baixo para um 2º trimestre desde 2011, levando em consideração a série histórica iniciada em 1997.

No 2º trimestre de 2020, foram abatidos 7,30 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade foi 8,0% inferior à obtida no 2° trimestre de 2019 e 0,3% acima da registrada no trimestre imediatamente anterior. Trata-se do menor resultado para um 2º trimestre desde 2011. Na comparação mensal, abril apresentou a maior queda em relação à 2019, com 15,1% de cabeças abatidas a menos. Por outro lado, em junho foi detectado um aumento de 1,8%. A quarentena iniciada no fim de março de 2020, por conta pandemia do COVID-19, pode ter causado o maior impacto no mês subsequente, devido à reestruturação do setor para se adaptar ao cenário adverso.

O abate de 638,11 mil cabeças de bovinos a menos no 2º trimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por reduções em 22 das 27 Unidades da Federação (UFs). Entre aquelas com participação acima de 1,0%, as reduções mais significativas ocorreram em: Mato Grosso (-165,71 mil cabeças), Pará (-92,23 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (-75,54 mil cabeças), Rondônia (-67,64 mil cabeças), Bahia (-51,51 mil cabeças), São Paulo (-34,38 mil cabeças), Goiás (-32,30 mil cabeças), Rio Grande do Sul (-31,88 mil cabeças), Tocantins (-22,06 mil cabeças), Maranhão (-17,40 mil cabeças) e Acre (-16,96 mil cabeças). Em contrapartida, as maiores variações positivas ocorreram em: Santa Catarina (+14,06 mil cabeças) e Minas Gerais (+10,04 mil cabeças).

No ranking das UFs, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 16,0% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,5%) e São Paulo (10,7%).

Aquisição de couro cai 12,8% em comparação com 2° trimestre de 2019

No 2º trimestre de 2020, os curtumes declararam ter recebido 7,32 milhões de peças de couro, uma redução de 12,8% em relação ao adquirido no 2° trimestre de 2019 e queda de 3,3% frente ao 1° trimestre de 2020. Esse resultado tem relação com as quedas do abate de bovinos verificadas em abril e maio. Abril apresentou a menor captação no período, com 2,20 milhões de peças, 21,6% a menos do que o verificado no mês equivalente do ano anterior. Cabe lembrar que a Pesquisa Trimestral do Couro investiga apenas os curtumes que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano.

O comparativo entre o 2º tri de 2020 e o 2º tri de 2019 mostra uma variação negativa de 1,07 milhão de peças adquiridas pelos estabelecimentos, proveniente da redução em 15 das 19 Unidades da Federação que possuem curtumes elegíveis pelo universo da pesquisa. As variações negativas mais expressivas ocorreram no Rio Grande do Sul (-246,57 mil peças), Mato Grosso (-205,23 mil peças), Mato Grosso do Sul (-197,88 mil peças), São Paulo (-181,85 mil peças) e Pará (-134,38 mil peças).

Mato Grosso continua na liderança das unidades da federação que recebem peças de couro cru para processamento, com 16,1% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (13,9%) e São Paulo (11,2%).

Fonte: IBGE.

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