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JBS e Governo vão rastrear gado com chips

JBS anuncia R$ 43 mi para rastreabilidade; Objetivo da empresa é melhorar a transparência e a rastreabilidade da cadeia pecuária no estado; Dessa forma, empresa e governo do Pará vão rastrear gados com chips

O frigorífico JBS informou, nesta sexta-feira, 1º, que investirá R$ 43,3 milhões nos próximos três anos para melhorar a transparência e a rastreabilidade da cadeia do gado no Pará por meio de chips, além de apoiar pequenos produtores com programas de regularização ambiental e adoção de práticas regenerativas e sistemas agroflorestais. A empresa anunciou a novidade durante a Conferência das Partes (COP) 28, em Dubai, e faz parte de uma parceria da empresa com o governo do Estado.

A parceria prevê que o Estado possa rastrear cada animal dos seus 24,8 milhões de bovinos até 2026. Atualmente, o Pará tem o segundo maior rebanho do Brasil, só atrás de Mato Grosso, com 34,2 milhões de cabeças.

“Com mais essa parceria com o Pará, estamos fortalecendo nosso compromisso em apoiar os pequenos produtores e aprimorar a transparência na pecuária”, afirmou Gilberto Tomazoni, presidente da JBS. “Esses programas refletem nosso esforço em promover práticas mais sustentáveis e são importantes para desenvolvermos um sistema único de rastreabilidade no Brasil.”

O programa, que prevê que o estado adote a rastreabilidade individual do rebanho, foi anunciado pelo governador Helder Barbalho na COP.

“Hoje damos um importante passo, ao nos unir a fundos privados para lançar essa iniciativa para termos, até 2026, 100% do rebanho do estado do Pará com chips para rastreabilidade individual, do nascimento ao abate. Isso garante, por um lado, integridade e transparência para a cadeia produtiva na região. E isso também precisa ser feito com apoio ao produtor, para que ele tenha acesso ao benefício que essa rastreabilidade dá, com a abertura de mercados”, afirmou Barbalho.

No painel em que ocorreu o anúncio, a diretora-executiva de Assuntos Corporativos da JBS, Marcela Rocha, falou sobre a importância da iniciativa para o Brasil continuar avançando. “Como maior produtor de alimentos do mundo e atuando no principal bioma do mundo, temos muito orgulho de dar uma resposta a nossa capacidade de produção de forma sustentável. Essa é uma iniciativa que é inteligente, que é corajosa. Agora, com a rastreabilidade individual, vou ter mais segurança para produzir e, consequente, para gerar empregos, e isso traz benefícios e oportunidades para todos”.

O anúncio também contou com a presença e apoio dos ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. “Hoje, a imensa maioria dos produtores rurais no Brasil tem boas práticas, mas ainda precisam de iniciativas como essa e de recursos para que essas boas práticas se tornem realidade e sejam certificadas, reconhecidas. Por isso, queremos que esse programa paraense seja referência para todos os estados e para todo o mundo”, disse Fávaro.

Paulo Teixeira afirmou que a iniciativa propõe um encontro da questão ambiental com a questão social. “Temos hoje uma estigmatização da pecuária no mundo, mas o que está se propondo aqui mostra que isso não é verdade e que é possível ter uma atividade pecuária na Amazônia que mostra sua natureza sustentável, que muda uma chave e propõe uma atividade que ajude inclusive a preservar a Amazônia”, afirmou.

Investimentos da JBS

Parte dos investimentos anunciados será aportada no Fundo Amazônia Oriental (FAO), para apoiar pequenos produtores no custeio da aplicação de identificadores individuais no rebanho, os chamados chips eletrônicos. Ao todo, a JBS investirá R$ 5 milhões até 2026 na iniciativa.

O programa para rastreabilidade individual já teve início com a aplicação de identificadores eletrônicos individuais do gado na unidade da Friboi em Marabá (PA). Neste momento, ele também conta com o apoio de entidades não governamentais e da MSD Saúde Animal, proprietária da marca Allflex, líder em identificação animal, que forneceu os identificadores eletrônicos, treinamentos, equipamentos para leitura dos dados e o software que consolida as informações sobre cada animal.

Após o período de testes, que busca a completa validação do sistema e o desenvolvimento de protocolos para utilização da tecnologia pelas fazendas que fornecem diretamente para a JBS, a empresa vai amparar os demais parceiros no projeto e o governo estadual para iniciar os testes nas fazendas de cria e recria de animais, com o objetivo de permitir a rastreabilidade de toda a cadeia produtiva da pecuária desde o nascimento dos animais.

“Com mais essa parceria com o estado do Pará, estamos fortalecendo nosso compromisso em apoiar os pequenos produtores e aprimorar a transparência na pecuária. Esses programas refletem nosso esforço contínuo em promover práticas produtivas mais sustentáveis e são importantes não apenas para impulsionar a agropecuária paraense, mas para desenvolvermos um sistema único de rastreabilidade no Brasil e assim avançarmos em direção a uma produção cada vez mais transparente e responsável”, afirma o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni.

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Foto: Divulgação/JBS

Até 2026, a JBS investirá R$ 3 milhões para custeio e expansão das unidades dos Escritórios Verdes no estado, viabilizando a regularização de milhares de produtores através da Plataforma Territórios Sustentáveis, programa do governo estadual que visa dar escala e efetividade às iniciativas de desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono no Pará.

Atualmente localizados nas cidades de Marabá, Redenção, Santana do Araguaia e Tucumã, os EVs apoiam os fazendeiros na busca de métodos produtivos mais eficientes e sustentáveis, assim como na regularização de propriedades que tenham algum tipo de passivo ambiental. A Companhia investirá outros R$ 375 mil por meio do Fazenda Nota 10, iniciativa voltada para a melhoria da gestão com foco no aumento da produtividade em fazendas de pecuária.

O Fundo JBS pela Amazônia também é um importante promotor de ações sustentáveis que visam o desenvolvimento socioeconômico local. O programa JUNTOS: Pessoas + Florestas + Pecuária, em parceria com a empresa Rio Capim Agrossilvipastoril, busca a inclusão do produtor de bezerros e garrotes na transição para a pecuária de baixo carbono. O Fundo JBS aportou inicialmente R$ 10 milhões no programa, que planeja atender mais de 3.500 famílias nos principais estados da Amazônia Legal.

Já o projeto RestaurAmazônia, da Fundação Solidaridad, promove a união entre os sistemas agroflorestais de cacau, pecuária sustentável de cria e a preservação das áreas de floresta no estado, também é apoiado pelo Fundo, com aportes que totalizarão R$ 25 milhões e que serão concluídos até 2026, com o objetivo de dar escala ao trabalho de restauração produtiva e beneficiar 1.500 famílias rurais, em uma área de 75 mil hectares que se estende por quatro municípios paraenses da Transamazônica.

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