Jovem deputado torna-se defensor do agro brasileiro

Jovem deputado torna-se defensor do agro brasileiro

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Foto: Divulgação

Com um pouco de estudo, pesquisa e ótima articulação jovem deputado usa o plenário de Brasília para falar a realidade do agronegócio brasileiro, tão criticado no país.

Kim Kataguiri é deputado federal pelo Democratas de São Paulo e mesmo não sendo da bancada ruralista defende o agronegócio brasileiro de forma bastante concisa. O setor, que há tempos, vem buscando e implementando formas de produzir alimentos de formas sustentáveis é sempre atacado pelo uso de agrotóxicos defensivos agrícolas. No ano de 2019 o governo brasileiro liberou dezenas de novos defensivos, causando grande rumor no país, principalmente pelos “defensores do meio ambiente”.

O assunto de agrotóxicos x alimentos orgânicos tomou a internet há alguns dias devido a votação de alguns projetos na Câmara dos Deputados. Esse é daqueles assuntos que as agências de fact-checking não vão se preocupar em se meter, por isso levantamos alguns estudos para desmentir todo o terrorismo ecológico que andou enchendo algumas notícias por aí.

Vamos a mais alguns fatos sobre os defensivos agrícolas

1º “Mais de 200, 300, 400 agrotóxicos registrados esse ano”

Primeiro, a maior parte dos registros foram de ingredientes ativos antigos que já estão no mercado, ou seja, não são nada mais do que produtos que já vem sendo utilizados na agricultura, sendo que , pelo o que eu identifiquei, só dois novos ingredientes ativos foram registrados esse ano.

2º Produtos novos são muito mais seguros, tanto em relação a saúde e ao ambiente

A maior parte dos produtos fitossanitários (vulgo agrotóxicos) antigos, são muito menos específicos, como por exemplo os inseticidas organofosforados que atuam sobre os neurotransmissores. Não somente as pragas, como também os mamíferos são suscetíveis a ação desses produtos, sendo portanto muito menos seletivos (qualquer organismo ,não alvo, com neurotransmissores seria afetado, como por exemplo insetos, mamíferos).

A exemplo, já se tem inseticidas inibidores da ecdise, que somente atuam em organismos que realizam a ecdise, sobretudo as lagartas, traças… sendo o inseto alvo morre devido a mudança de instar de forma prematura.

Portanto esse é um produto com alta seletividade, não afetando a população de inimigos naturais, insetos que realizam o controle biológico por exemplo.

3º Nenhum agrônomo vai criar veneno, o que mudou na lei é a possibilidade de se realizaram misturas no tanque

Ou seja, antigamente a legislação não permitia a utilização de mais de um produto fitossanitário em uma aplicação agrícola, por exemplo, teoricamente, se o agricultor estivesse com pragas e doenças na área de cultivo, teria que aplicar separadamente o inseticida e o fungicida.

Entretanto, por questões logísticas e financeiras, isso é extremamente inviável, sendo que dificilmente o agricultor iria realizar os tratamentos dessa maneira. Devido a isso, o agrônomo/técnico agrícola, não poderia receitar mais de um produto por aplicação, sendo que na prática não era isso que ocorria. Para tanto, ocorreu essa mudança na lei, para que o agrônomo/técnico possa receitar mais de um produto por tratamento, desde que os mesmos sejam compatíveis conforme normas dos fabricantes.

4º A maior parte dos alimentos contaminados são com produtos que não possuem registro para a cultura.

Conforme o Kim comentou, a maior parte dessas contaminações são devidos a culturas com pequena área cultivada (minor crops) não possuírem defensivos agrícolas registrados, ou seja, possuem um número muito restrito ou produtos antigos de baixa eficiência (e muito mais tóxicos). Com isso os agricultores acabam usando defensivos utilizados em outras culturas para o controle de pragas e doenças nas minor crops. Portanto, o alimento pode apresentar 0,00000000000001 mg/kg de determinado ativo e mesmo assim será classificado como contaminado, justamente devido ao ativo não ter registro para a cultura.

Essas culturas não possuem uma variedade elevada de ativos registrados justamente devido ao processo de registro ser muito demorado e oneroso, não compensando assim para as empresas registraram um produto para tal cultura sendo que o custo burocrático será maior do que por ventura o lucro que o mesmo poderia gerar.

5º Ninguém utiliza defensivos pq quer

A utilização de defensivos também é onerosa ao produtor, ninguém utiliza por usar, sua utilização deve ser extremamente técnica para evitar perdas de produção. Além disso a maior parte das pessoas que critica estes produtos, não compram uma maçã com sarna, ou um repolho com furos de traça, então, justamente devido a esse hábito de consumo em busca do alimento perfeito, se justifica a utilização em alguns setores sobretudo o hortifruti, devido ao aspecto visual e qualitativo alto que o mercado exige.

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Fundador e editor do Compre Rural, pós graduado em Consultoria Web, especialista SEO e aspirante a produtor rural.