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Eleita como o alimento mais importante do século, a mandioca de mesa é utilizada, principalmente, para consumo humano, mas também animal e industrial.

Segundo a Embrapa, existem cerca de 250 variedades de mandioca (manihot esculenta), é um importante produto da agricultura brasileira, ela está entre os mais cultivados juntos com o arroz, o milho e a cana de açúcar. No país, a mandioca pode ser conhecida por nomes diferentes: macaxeira, aipim e castelinha, entre outros. Além de ser base da alimentação para parte expressiva da população, a raiz é matéria-prima para a agroindústria e os diferentes tipos de farinha produzidos no Brasil são fontes de renda para muitas famílias.

Estimativas mostram que em 2017 o Brasil produziu 20,1 milhões de toneladas, o que deixa o país em quarto lugar entre os maiores produtores do mundo. De acordo com o último levantamento divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a produção mundial de raiz de mandioca correspondeu a 270,28 milhões de toneladas em 2014.

Fonte: Embrapa / IBGE

O país concentra três grandes centros produtivos: o Pará (alimentício), a região Sul (industrial) e o Mato Grosso. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o Paraná foi responsável por 70% do total de fécula de mandioca produzida no país em 2015 – número que é mantido a cada safra, sendo a região de Paranavaí (PR) uma referência mundial em produtividade e qualidade.

Originária do sudoeste da Amazônia, antes mesmo da chegada dos primeiros colonizadores europeus já era plantada até a América Central, e hoje está na dieta básica de mais de meio bilhão de pessoas, sendo a Nigéria como seu maior produtor, seguido da Tailândia, Indonésia, Brasil, República Democrática do Congo e Gana. Desempenha ainda um papel vital na segurança alimentar das economias rurais dos países da África devido à sua resistência à seca, baixa fertilidade do solo e pragas.

A mandioca de mesa é um alimento rico em potássio e fibras, além de ser uma ótima fonte de vitamina C, saponinos e resveratrol. Além da elevada quantidade de carboidratos (150 calorias/100 gramas) – característica que a levou a ser um dos principais alimentos responsáveis pela nutrição mundial -, a mandioca também é rica em potássio e folato (composto conhecido como vitamina B9 e cuja forma sintética é o ácido fólico).

Foto: Felipe Santos da Rosa / Embrapa

Encontrada com maior oferta entre os meses de maio a setembro, os preços médios variam bastante. Este ano, na mandioca de mesa, o produto estava sendo comercializado no atacado a um preço médio de R$ 1,40/kg. Já a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 360,48/ton.

Rentabilidade da mandioca de mesa atrai agricultores

Existe um movimento muito grande de intensificação no campo, muitos produtores não conseguem mais seu sustento em pequenas áreas fazendo pecuária, tanto de leite quanto de corte. A mandioca é uma das culturas que podem render ao produtor uma alta lucratividade em pequenas áreas, os números podem ser ainda melhores se ele descascar, processá-la e embalar a vácuo, fazendo seu valor superar os R$ 3 o quilo.

Os bons lucros com atividade têm atraído cada vez mais pessoas para o plantio da raiz. Algumas delas, inclusive, chegam a abandonar o emprego nas grandes cidades para se dedicar à cultura no campo. Segundo os produtores, a facilidades da cultura, com a ausência de grandes investimentos, faz com que o cultivo seja atraente.

Os valores pagos ao produtor varia de acordo com a época do ano e demanda de mercado, pode variar entre R$ 300 e R$ 2 mil a tonelada. Outro aspecto importante é a sua produtividade, fazendo o plantio correto, seguindo as instruções de adubação, calagem, espaçamento entre as plantas, variedade e uso de herbicidas é possível colher acima das 30 toneladas por hectare. O ciclo entre o plantio e colheita normalmente pode levar entre 6 e 12 meses.

Foto: Divulgação

Algumas propriedades da mandioca de mesa

  • Combate a artrite;
  • Tem ação antioxidante;
  • Baixo índice glicêmico;
  • Auxilia no tratamento de diabetes;
  • Contribui para a saúde dos ossos;
  • É fonte de energia;
  • Previne as lesões causadas pela ação dos raios solares;
  • Protege o coração.

A mandioca também tem seu espaço na industria, é fundamental para diferentes segmentos, como os setores de papel e celulose, panificação, têxtil, indústria farmacêutica e de cosméticos, fertilizantes, aplicação em campos de petróleo e siderurgia e na alimentação, servindo como base para a produção de alimentos sem glúten, lactose e funcionais.

Foto: Divulgação

Produção de mudas de mandioca de mesa

Para você que deseja começar um plantio da mandioca de mesa e não possui experiência para isso, existem empresas especializadas que podem ajudá-lo no início da produção e lhe fornecer suporte técnico necessário, para que você consiga ótimas produtividades e sucesso desde o primeiro plantio. As dúvidas mais frequentes são:

  • Quantos metros de rama vou utilizar em 1 hectare?
  • Qual o espaçamento que devo usar no plantio?
  • Qual a profundidade do plantio das ramas?
  • Qual mandioca mais indicada para a minha região?
  • É necessário irrigá-la?

Dúvidas podem ser resolvidas através do formulário abaixo:


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