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Mangalarga Marchador perde garanhão destaque da raça no Brasil

O mundo da marcha picada perde um belo exemplar da Mangalarga Marchador, o filho negro do Herdade Pôquer: Jafar do Viajeiro

O criador de cavalos da raça Mangalarga Marchador, Kauzio Andrade, comunicou através das redes sociais o falecimento precoce do garanhão Jafar do Viajeiro, nascido dia 12 de junho de 2015. O animal é filho da lenda Herdade Pôquer em mãe Lira de Dourado S.M, resgatando o sangue de um dos pilares do Mangalarga Marchador, a famigerada Fazenda Herdade. Genuíno de marcha picada, e de morfologia exuberante a produção do garanhão agradava muito aos criadores.

“É com muito pesar e tristeza que comunicamos o falecimento do nosso querido Jafar do Viajeiro. Por uma infelicidade ele foi picado por uma cobra no último sábado (03) e apesar de todos os cuidados recebidos não resistiu. Ele que nos trouxe tantas alegrias, companheiro de cavalgadas, com muito vigor e energia.” – disse Kauzio nas redes sociais.

Segundo o proprietário, Jafar era um verdadeiro garanhão, com uma produção fantástica, sua potrada além de ser estruturada, apresenta um andamento genuíno de marcha picada. “Ele possui milhões e milhões de visualizações em seus vídeos no Instagram, tinha um brilho próprio e era admirado por muitos nas redes sociais.” – ressaltou o criador. O animal fazia parte de um condomínio entre Kauzio e Fernão Costa, titular da Tropa Viajeiro.

O garanhão representava um pilar diferente dentro do Mangalarga Marchador por refrescar o sangue da raça no Brasil, concentrada muito em uma única linhagem. Vale destacar também que Jafar era muito estruturado, genuíno de marcha picada, muito expressivo e apesar de novo já demonstrava na produção de filhos transmitir a genética da marcha picada.” – afirmou Kauzio.

Kauzio ressalta que Jafar era extremamente querido pelos amantes da raça Mangalarga Marchador, sempre que o criador publicava vídeos e fotos do animal era bastante aclamado e elogiado. Além de já estar na fase de reprodução, o criador comenta que usou o animal várias vezes em cavalgadas e afirma que era muito bom de sela, mesmo com um temperamento muito forte.

Cavalo Mangalarga Marchador Jafar do Viajeiro - foto julio oliveira
Foto: Júlio Oliveira / J.O

“Jafar era um cavalo realmente muito especial, através do pai dele resgatamos uma linhagem de sangue muito importante para a raça. Como indivíduo era excepcional e de beleza ímpar, muita força e estrutura aliado a uma mansidão extrema na sela. Certamente iria produzir muitos bons frutos em razão da qualidade genética, mas que teve sua trajetória interrompida por essa fatalidade. A raça perde o único filho preto do grande Herdade Pôquer, e sem dúvida irá fazer falta no mundo da marcha picada, hoje muito concentrada em uma única linhagem de sangue e que certamente irá precisar de animais como o Jafar pra mudar esse cenário.” – lamentou Fernão Costa, titular da Tropa Viajeiro.

Nas redes sociais houve uma grande começão entre os amantes da marcha picada. “A primeira vez que vi um vídeo do Jafar andando fiquei encantado e comecei a seguir a página! É uma grande perda para raça e sei o quanto é difícil para nós que somos criadores perder um animal assim! Tenho certeza que a geração do Jafar vem forte!” – disse um internauta. “Ainda sem acreditar! Que descanse em paz esse cavalo espetacular que trouxe várias alegrias durante sua jornada. Tive o prazer de conhecer e realizar o sonho de poder montar! Momento único que vou levar comigo pro resto da vida.” – lamentou outro.

Importância da marcha picada no Brasil

A marcha é a movimentação dos cavalos em que as patas estão sempre em contato com o chão. A diferença entre marcha picada e batida está em quais patas ficam apoiadas por mais tempo durante o andar. A marcha de cada raça é o resultado dos vários cruzamento desses equinos ao longo das gerações. A marcha é uma forma de andar que poupa as articulações do cavalo e a movimentação preferida para a equitação, porque diminui o impacto de “sobe e desce” do cavaleiros que normalmente acontece no trote.

A marcha picada tem predominância dos apoios laterais e tríplices. Ou seja, durante o movimento ele passa mais tempo apoiado nas patas de mesmo lado ou de três patas simultaneamente. Como o nome sugere, a frequência de troca de apoios é bem maior na marcha picada fazendo com o que o animal leve mais passos para percorrer a mesma distância, se comparado com uma marcha batida.

Contextualizando a Marcha Picada no cenário da equinocultura internacional, ela sempre predominou em vários países da América do Sul, especialmente na Colômbia (raça Paso Fino) e no Peru (raça Paso Peruano). Estes animais são representantes importantes da Marcha Picada.

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