Marfrig recompra unidades de confinamento por R$ 95 milhões

Marfrig recompra unidades de confinamento por R$ 95 milhões

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Boiada Nelore
Foto: Embrapa

A Marfrig recomprou unidades de confinamento de gado pertencentes ao casal de acionistas controladores Marcos Molina e Marcia Marçal dos Santos por R$ 95 milhões.

O valor será ajustado pela variação de passivos e ativos a serem identificados em auditoria. A transação foi informada pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ambos são controladores da MMS Participações, que opera a MFG Agropecuária, dona das unidades de confinamento.

O pagamento aos dois será dividido em uma primeira parcela de R$ 10 milhões, a ser paga em 3 de outubro, e em mais nove parcelas trimestrais, sendo que o primeiro vencimento será em 3 de janeiro de 2010.

A operação é garantida pelos próprios ativos objetos da transação e por uma nota promissória emitida pela Marfrig de valor correspondente ao total do saldo das obrigações.

Segundo a companhia, o objetivo do investimento “está alinhado com seu plano estratégico” de “ampliação da capacidade de abate da Marfrig colocada em curso no último ano”, o que torna “necessário, por questões comerciais e de segurança alimentar, contar com estoque de matéria-prima (gado) em maior escala”.

No ano passado, a Marfrig retomou o abate em frigoríficos que estavam parados, como Nova Xavantina (MT) e Paranaíba (MS), e arrendou outro em Pontes e Lacerda (MT).

A companhia ainda afirmou que “o valor da operação está em linha e em consonância com o valor praticado pelo mercado, tendo em vista que grande parte dos ativos é composto por cabeças de gado, os quais têm seus valores públicos e devidamente referenciados pelo mercado, sendo certo que a precificação da operação seguiu todos estes parâmetros”.

A operação foi aprovado pelo Comitê de Auditoria e pelo Comitê Financeiro e de Gestão de Riscos da Marfrig. Os dois acionistas controladores “abstiveram-se das deliberações relativas ao processo de decisão do emissor acerca da transação”, informou a companhia.

Fonte: Valor Econômico.

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