Melhora no clima permite avanço da colheita da soja no RS

Por outro lado, na metade Norte do estado, onde os trabalhos estavam próximos da finalização, houve comprometimento das lavouras

A colheita de soja atinge 91% da área no Rio Grande do Sul. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural gaúcha (Emater-RS), na semana passada os trabalhos abrangiam 85% da área. Em igual momento do ano passado, a ceifa já havia ocupado 96% das lavouras, enquanto a média para o momento nas últimas cinco safras é de 97%.

De acordo com o órgão, apesar do predomínio de dias nublados, a ocorrência de chuvas foi menos frequente e em volumes acumulados baixos nas regiões Sul, Centro e Oeste do estado, o que possibilitou a retomada da colheita, justamente onde a operação estava mais atrasada.

Por outro lado, na metade Norte, região em que os trabalhos estavam próximos da finalização, houve comprometimento das lavouras devido às garoas e ao excesso de umidade. “No entanto, mesmo nas regiões onde as precipitações foram menores, os solos permanecem saturados de umidade, prejudicando a atividade”, diz a Emater-RS.

Custos elevados

Nas áreas em colheita, além das perdas por grãos germinados, mofados e pela debulha natural, que aumentam a cada dia de atraso, os custos têm sido elevados em razão da realização da colheita em solo úmido, levando à utilização parcial dos graneleiros, em função do excesso de peso, para evitar danos na locomoção.

Segundo a Emater-RS, a entrega da soja nas unidades de secagem e armazenamento também foi impactada, especialmente nos primeiros dias de retomada da colheita, em razão da alta umidade dos grãos, muitas vezes próxima a 30%.

Armazenagem adequada da soja

Para a armazenagem adequada, é necessário reduzir a umidade para cerca de 14%, mas
a capacidade dos secadores é limitada.

As cooperativas com unidades de recebimento nas regiões Central e Campanha têm transportado os grãos para realizar a secagem nas sedes localizadas no Planalto Médio em decorrência da alta demanda de tempo e lenha para a combustão nos locais de colheita.

Redução de produtividade

As perdas nas lavouras colhidas, após o período chuvoso, são elevadas, mas observa-se que naquelas implantadas mais tardiamente, cujo ciclo se encerrou há poucos dias, o índice de grãos avariados ou germinados é menor.

A estimativa de produtividade projetada inicialmente era de 3.329 kg/ha, porém deverá variar negativamente, dependendo dos resultados dos levantamentos que estão sendo realizados nas áreas a serem colhidas e perdidas.

Fonte: Agência safras

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