Index Asbia aponta avanço das vendas no mercado interno, salto de 66,8% nas exportações e inseminação artificial presente em 76,4% dos municípios brasileiros
O mercado brasileiro de genética bovina movimentou 12.329.148 doses de sêmen no primeiro semestre de 2026, considerando vendas no Brasil, exportações e prestação de serviços. O volume representa crescimento de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Index Asbia Sêmen, elaborado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Cepea, da Esalq/USP.
Do total, 11.114.123 doses foram comercializadas diretamente com pecuaristas brasileiros. As vendas ao mercado interno cresceram 11,5%, puxadas principalmente pela pecuária de corte: foram 7.877.750 doses, avanço de 16,9%. No leite, o volume ficou praticamente estável, em 3.236.373 doses (+0,1%).
Para Luis Adriano Teixeira, presidente da Asbia, o movimento está relacionado ao atual momento do ciclo pecuário. “Com a valorização do bezerro, o pecuarista busca repor seu rebanho com ainda mais qualidade. O melhoramento genético, realizado com apoio das biotecnologias reprodutivas, é essencial para que o país siga sendo protagonista na produção de carne e leite”, afirma.
Exportações de genética bovina saltam 66,8%
O mercado internacional apresentou crescimento ainda mais expressivo. O Brasil exportou 663.481 doses no semestre, alta de 66,8%. A genética de corte foi o grande destaque, com avanço de 119,9% e recorde de 415.024 doses exportadas. Na genética leiteira, os embarques cresceram 18,9%, para 248.457 doses.
A oferta total de material genético — produção brasileira somada às importações — alcançou 14.036.310 doses, crescimento de 7,1%. Foram 10.286.639 doses produzidas no país e 3.749.671 importadas. Na genética leiteira, a produção nacional superou 2 milhões de doses e estabeleceu um novo recorde para o primeiro semestre.
Inseminação artificial chega a três em cada quatro municípios
Outro número mostra o avanço da tecnologia dentro das fazendas. A inseminação artificial esteve presente em 4.225 municípios no primeiro semestre, o equivalente a 76,4% dos municípios brasileiros. O alcance cresceu 9,95% em apenas um ano.
Os dados reforçam o espaço crescente da genética na pecuária brasileira, especialmente em um momento de valorização do bezerro e maior preocupação com eficiência produtiva. Para o produtor, o avanço das biotecnologias reprodutivas amplia o acesso a animais geneticamente superiores e permite acelerar características como ganho de peso, precocidade, fertilidade e produtividade — fatores que ganham importância à medida que a reposição fica mais cara.
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