Conab reduz estimativa da 2ªsafra de milho para 74,2 milhões de t; volume ainda é maior do que safra passada e recorde. Confira!
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de junho e apontou que a segunda safra de milho não expressou, com exceção de algumas ocorrências isoladas, todo o seu potencial produtivo, frustrado pelas condições do quadro climático.
Apesar disso, o rendimento abaixo da safra passada, será compensado pelo incremento na área plantada em 6,6%, chegando assim ao total produzido de 74,2 milhões de toneladas, patamar considerado recorde para o Brasil e 1,4% maior do que a produção de 2018/19.
“As lavouras apresentam-se em avançado estágio de evolução, com a colheita já ocorrendo em vários estados. A expectativa, mesmo considerando as frustrações climáticas citadas, é de aumento na produção”, diz o relatório.
Sobre a safra verão, a Conab destaca que a área de milho primeira safra atingiu 4,22 milhões de hectares, 2,9% maior que a área cultivada na safra 2018/19, influenciada pelas boas expectativas de comercialização nesta temporada.
“Problemas climáticos na Região Sul prejudicaram o potencial produtivo das lavouras, resultando em perdas na produção, com uma redução de 3,6% nos níveis médios de produtividades em relação à safra anterior”.
- Máquinas agrícolas sem registro oficial se tornam alvo de quadrilhas no país
- Exportações atingem recorde histórico e Brasil embarca 17,1 milhões de toneladas de grãos em março
- Quem é a brasileira que está liderando um mercado de US$ 10 bilhões e pode revolucionar a medicina
- Quarto de Milha, o cavalo mais versátil do mundo, traz vantagens e desafios na sua criação; conheça
- O segredo das fábricas de Páscoa: como são feitos milhares de ovos de chocolate todos os dias
O relatório aponta ainda que, com a diminuição da expectativa de produção, o estoque final de milho previsto foi reduzido em pouco mais de 1,2 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior.
“Este estoque corresponde a uma relação estoque/consumo de 9,6%, em termos absolutos pouco mais de um mês de consumo. Porém, como a sazonalidade de exportação indica o primeiro semestre do ano com volumes de embarques bem mais baixos do que o segundo, este estoque é capaz de atender a demanda doméstica”.
Fonte: Notícias Agrícolas