Milho abre semana com preços firmes e em alta

Milho abre semana com preços firmes e em alta

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Foto Divulgação.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 52 e R$ 53 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 50,50 e R$ 52 a saca. Confira o mercado!

A segunda-feira (20) chega ao final com os preços do milho subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Cafelândia/PR (1,22% e preço de R$ 41,50), Porto Paranaguá/PR (2,04% e preço de R$ 50,00), Castro/PR (2,22% e preço de R$ 46,00), Cascavel/PR e Dourados/MS (2,44% e preço de R$ 42,00) e Luís Eduardo Magalhães/BA (3,90% e preço de R$ 40,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o avanço da colheita nas principais regiões produtoras do país tem colocado alguma pressão sobre os preços do cereal nos últimos dias. “O dólar também tem recuado, o que diminui o apelo das exportações”.

Ainda nessa segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontado que, o avanço na colheita da segunda safra brasileira e as quedas nos preços internacionais e na região dos portos frearam o ritmo de alta nos valores do milho em muitas praças acompanhadas pelo Cepea.

“Vale lembrar que, até então, a valorização nos portos vinha sustentando os preços domésticos. No geral, compradores consultados pelo Cepea estiveram mais ativos nas aquisições apenas no início da semana, no intuito de esperar uma maior entrada de lotes da segunda safra. Muitos também estão recebendo o milho negociado antecipadamente”.

A publicação processe relatando que, do lado vendedor, os recuos externos e do dólar reduziram o interesse em negociar lotes para exportação. “No geral, esses agentes priorizam o cumprimento de contratos, atentos à paridade de exportação. Diante disso, as negociações têm sido pontuais”.

Na região de Campinas (SP), consumidores seguem relatando dificuldade logísticas e/ou atraso em algumas entregas. Entre 10 e 17 de julho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa fechou a R$ 49,43/saca de 60 kg na sexta, 17, queda de 1,5% em relação ao dia 10. Porém, no acumulado do mês, os preços ainda sobem 1,8%.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante a maior parte do dia em alta na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,25% e 1,39% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 47,96 com elevação de 0,25%, o novembro/20 valia R$ 49,57 com ganho de 1,16%, o janeiro/21 era negociado por R$ 51,20 com valorização de 1,39% e o março/21 tinha valor de R$ 51,20 com alta de 0,99%.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até o final da terceira semana de julho.

Nestes 13 dias úteis do mês, o Brasil exportou 1.731.021,1 toneladas de milho não moído, volume 921.610,5 toneladas maior do que o registrado até a segunda semana, acréscimo de 113% nos últimos cinco dias úteis. Com isso, a média diária de embarques ficou em 133.155,5 toneladas.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 48,67% menor do que as 257.671,8 do mês de julho de 2019. Em termos financeiros, o Brasil exportou um total de US$ 289.873 milhões no período, contra US$ 1,018 bilhão de julho do ano passado, queda de 49,67%.

Já o preço por tonelada obtido registrou decréscimo de 2,60% no período, saindo dos US$ 171,90 do ano passado para US$ 167,5 neste mês de julho.

O analista de grãos do Rabobank, Victor Ikeda, estima que o Brasil vá exportar 33 milhões de toneladas de milho em 2020 somando-se as 4 milhões já exportadas no primeiro semestre e uma volume de 29 milhões nesta segunda metade do ano.

“O câmbio torna o Brasil competitivo no mercado internacional. O produtor norte-americano deve se focar, em um primeiro momento, na venda da soja e segurar um pouco o milho, então isso faz com que tenhamos possibilidade de avançar nas exportações no segundo semestre”, diz Ikeda.

De janeiro a junho, os principais destinos do milho brasileiro foram Taiwan (24%), Japão (13%), Irã (11%), Vietnã (9,5%) e Egito (8,4%). Já nas origens, o cereal brasileiro exportado veio, em sua maioria, do Mato Grosso (48,2%), seguido de Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro encerraram a segunda-feira caindo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 2,75 e 4,75 pontos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,28 com desvalorização de 4,75 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,35 com queda de 4,00 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,46 com perda de 3,50 pontos e o maio/21 teve valor de US$ 3,53 com baixa de 2,75 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 1,50% para o setembro/20, de 1,18% para o dezembro/20, de 0,86% para o março/21 e de 0,84% para o maio/21.

Segundo informações da Agência Reuters, o futuro do milho em Chicago caiu nesta segunda-feira, com as chuvas fortalecendo as condições das culturas no Cinturão do Milho dos Estados Unidos durante um estágio crucial do desenvolvimento.

A publicação destaca que, as perspectivas da safra de milho no Meio-Oeste melhoraram depois que as chuvas tão necessárias diminuíram as preocupações de que a secura pudesse danificar as lavouras durante o estágio crucial da polinização.

“Passamos 180 graus do que pensávamos que poderia ser um evento climático terrível para agora uma safra praticamente feita”, disse Terry Reilly, analista sênior de futuros agrícolas da Futures International.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) deve atualizar suas classificações de condição de colheita em um relatório semanal ainda nesta segunda-feira.

Com informações do Notícias Agrícolas

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