Milho: Conab prevê menor estoque final em sete anos

Milho: Conab prevê menor estoque final em sete anos

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Foto Divulgação.

Companhia ajustou balanço de oferta e demanda do cereal nos últimos dez anos da série histórica; Preços podem ficar mais altos no final do ano.

No boletim de acompanhamento de safra, divulgado nesta terça-feira (11), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que realizou um ajuste nos últimos dez anos de série histórica das exportações de milho, resultando na alteração do quadro de oferta e demanda do cereal no país.

Com isso, o estoque final da safra deve chegar a 8,4 milhões de toneladas, com viés de baixa, o que passa a ser um fator complicador para o início da safra 2020/2021 no país, segundo avaliação dos técnicos.

A Conab levou em conta os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que tem ajustado seus números sobre a exportação, para ficarem bem próximos aos relatórios físicos de embarque. Por isso, no fechamento da safra 2018/2019, a exportação de milho ficou em 41,17 milhões de toneladas, e o volume muito próximo aos line ups (programações de embarques) apresentados pelas tradings.

Efeitos do etanol

O relatório também chama a atenção para o ajuste nos dados de consumo, por causa da maior demanda para produção de etanol, que cresce desde 2016/2017 em Mato Grosso. Cita, ainda, a expansão do setor de proteínas animais no ano passado, quando houve aumento de 10% no plantel de aves e de 5% no rebanho de suínos.

Para o crescimento da demanda pelas usinas de etanol, a Conab prevê incremento de 5% nos planteis de aves e suínos, o que deve resultar em aumento de 3,3% (2,3 milhões de toneladas) no consumo de milho na safra atual, para 70,5 milhões de toneladas. As exportações ainda seguem estimadas em 34 milhões de toneladas, “porém, com viés de alta, dependendo de qual o volume de milho segunda safra comercializado antecipadamente deverá seguir para o mercado externo.”

Os analistas afirmam que, como os preços do cereal seguem em ascensão, deverá se confirmar não só o volume de produção, mas também o de comercialização, “visto que a paridade de exportação puxada pelo dólar valorizado está ditando o valor das cotações de milho para julho e agosto”. As projeções são acima de R$ 26 por saca no médio-norte de Mato Grosso, de R$ 31 a saca em Goiás e de R$ 35,50 por saca no Paraná.

Mudança para a soja

A Conab informa no levantamento que, devido à conclusão dos dados da safra 2018/2019, finalizado em 31 de dezembro de 2019, as estimativas relativa à soja também estão passando por um processo de revisão e, em breve, será divulgado um novo quadro de oferta e demanda da oleaginosa e seus derivados.

Fonte: Canal Rural

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