Milho: Cotação seguiu sem grandes alterações

Milho: Cotação seguiu sem grandes alterações

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Foto: Fotografias Cardoso

Realização de lucros e melhora climática fazem preço do milho na B3 recuar mais de 2%, renovando esperanças de um cereal mais barato em 2021.

No Brasil, a cotação do milho seguiu sem grandes alterações no mercado físico, o cereal manteve-se cotado nos R$ 83,50/sc no Estado de São Paulo, com uma menor pressão vendedora. Na B3 o contrato para março/21 sofreu desvalorização de 2,17%, fechando o dia cotado a R$83,90/sc. A pressão mais forte sobre as cotações na bolsa brasileira se justificam em parte pela realização de lucros dos participantes do mercado, mas também pela melhora nas condições climáticas do milho sul-americano

As cotações de milho em Chicago fecharam com leve alta nesta quarta-feira. O vencimento para março/21 obteve uma variação positiva de 0,33%, sendo cotado em US$ 5,34/bu. A impulsão do mercado norte-americano veio através da divulgação do USDA de novos contratos de venda de milho para a China, que após surtos de peste suína agora vem repondo seu plantel suínos e com isso está aumentando vertiginosamente sua necessidade de importação de cereal.

Boi gordo

Um dia após a queda de mais 3% do dólar, os futuros de boi gordo na B3 fraquejaram e ainda receberam, mesmo que tímidos, ajustes negativos. O contrato para janeiro/21, que será liquidado nesta sexta-feira, fechou com pequeno recuo de 0,02% ante a véspera, negociado a R$ 296,75/@. Já o vencimento para fevereiro/21, contrato que vem melhorando sua liquidez, encerrou a R$ 294,20/@ com queda de 0,61% na comparação diária.

Enquanto isso, no físico, as cotações ganham força e os R$ 300,00/@ continuam no balcão das praças paulistas. O ritmo é padrão: pouquíssimas negociações, lotes pequenos e ofertas maiores sendo necessárias para concretizações destes negócios. As indústrias trabalham com programações de abate encurtadas em todo o país. Em São Paulo, a quarta-feira encerrou com as escalas paulistas em 5,0 dias úteis.

Soja

Sustentado pelo preço do dólar que fechou em alta de 0,80%, cotado a R$5,39, os contratos para soja brasileira seguiram o mesmo ritmo. No Porto de Paranaguá/PR, o dia se encerrou com a oleaginosa cotada a R$168,00/sc, obtendo uma variação positiva de 0,60%. Apesar da referência estar em ascensão, ainda não há grande volume de negócios sendo realizados no mercado físico, graças ao lento andamento da colheita.

Na Bolsa de Chicago os contratos de soja fecharam em leve alta nesta quarta-feira, o vencimento para março/21 subiu 0,33% em relação a terça-feira, encerrando o dia cotado a US$ 13,75/bu. A movimentação positiva se deu pela contínua e forte demanda externa pela oleaginosa, os ganhos só não são maiores pois o clima continua favorável a produção de soja na América do Sul.

Fonte: Agrifatto

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