Milho: o que esperar do mercado na próxima semana

Milho: o que esperar do mercado na próxima semana

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Milho híbrido Dekalb 363
Foto: Bayer/ Divulgação

Dados de oferta e demanda do USDA ainda seguirão repercutindo a nível externo. No Brasil, negociações podem tomar novo rumo. Confira!

O mercado do milho deve tomar novos rumos a partir da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na produção, os dados oficiais trouxeram números em linha com a expectativa do mercado. A nível interno, produtores enfrentam negociações lentas, cenário que pode mudar.

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da Safras Consultoria, Paulo Molinari.

  • Nesta semana de relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado se concentrou nos novos números para a produção norte-americana;
  • O USDA confirmou a pontual quebra resultante da tempestade ocorrida no estado de Iowa em agosto;
  • Para o milho o corte de produção foi reduzido de 388 milhões de toneladas para 378,5 milhões de toneladas, basicamente o esperado pelo mercado;
  • Os estoques projetados para 2020/2021 cederam de 70 milhões de toneladas para 63,6 milhões de toneladas, ainda um grande estoque;
  • Dessa forma, os preços na Bolsa de Chicago seguiram alinhados a US$ 3,60/bushel e sem novo viés de alta;
  • Isto em função de que a colheita dessas 378 milhões de toneladas está apenas começando e trará o seu sazonal efeito de pressão sobre os preços;
  • A informação nova é de que uma sequência de tufões atingirá o nordeste da China, principal região produtora de milho e deverá trazer perdas de 7 milhões a 10 milhões de toneladas na safra do país. Nada que deva modificar o ambiente global de preços;
  • O mercado interno brasileiro encontra-se em um momento de certa estabilização;
  • Com as vendas dos produtores no início do mês, muitos consumidores conseguiram se abastecer para o curto prazo;
  • Dessa forma, a semana acabou sendo lenta nos negócios;
  • Ao mesmo tempo, as pressões de venda desapareceram no mercado interno evitando a continuidade de um processo de baixa de preços;
  • Os embarques programados na exportação superam 6 milhões de toneladas em setembro e mantém o enxugamento das ofertas no país;
  • O mercado interno agora dependerá destas decisões de venda pelos produtores;
  • Um dos fatores poderá ser o clima. Se as condições de plantio forem boas em outubro, os produtores podem decidir vender mais milho. Caso contrário, a retenção prosseguirá;
  • Com o La Niña avançando para a sua confirmação nas próximas semanas, o clima na safra de verão poderá ser uma variável importante para preços.

Fonte: Agência Safras

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