Milho tem menor preço desde outubro, diz Agrifatto

Milho tem menor preço desde outubro, diz Agrifatto

PARTILHAR
fim da colheita de milho
Foto: Raquel Wedmann

Preço do milho recua pelo quinto dia consecutivo e atinge o menor patamar desde a terceira semana de outubro/20. Confira as informações abaixo!

Em um dia que o dólar resolveu se estabilizar na casa dos R$ 5,25, o milho continuou sua descida, com a referência para negócios atingindo os R$ 77,00/sc em São Paulo. A pressão que a ponta compradora está impondo sobre o mercado tem sido a principal justificativa para a desvalorização do milho. Na B3, o contrato para março/21 recuou pelo quarto dia consecutivo, atingindo os R$ 74,43/sc, menor valor desde 16/10/2020.

Em Chicago, o dia começou no negativo com o contrato para março/21 chegando a recuar 1,49% durante a manhã, pressionado pela melhora do clima na américa do sul. No entanto, com a notícia de que a China poderia comprar ainda mais milho norte-americano os preços mudaram de curso, e o contrato de milho na CBOT fechou o dia com alta de 0,71%, cotado a US$ 4,24/bu.

Boi Gordo

Quarta-feira de movimento fraco no mercado atacadista de carne bovina, travado tanto para ponta vendedora quanto para a compradora. O viés continua de baixa, com as cotações da carcaça casada bovina recuando 2,86% na comparação semanal e os preços se estabelecendo em R$ 17,00/kg em São Paulo. O varejo se afastou das compras, colocando em pauta o retorno para a fase amarela, imposto ontem (02), o que restringe o funcionamento de bares e restaurantes.

Na B3, o ambiente continua de queda. O contrato de dezembro/20, o mais negociado do dia, fechou a R$ 267,45/@, acumulando queda diária de 2,23%. Já o janeiro/21, desacelerou 2,03% ante a véspera e encerrou a R$ 258,80/@ – o menor valor desde 01/10/2020 -. A pressão negativa gerada pela indústria, a queda das cotações da moeda norte-americana e as novas restrições pelo Covid-19 tem deixado o mercado cauteloso com o “pé no freio”.

Soja

O equilíbrio de dólar levemente valorizado e preços em Chicago em queda fez com que os negócios de soja no mercado físico continuassem com o indicativo em torno dos R$ 160,00/sc. No entanto, o volume de oleaginosa no Brasil segue ínfimo, e olhares do mercado interno e externo se voltam para o desempenho das chuvas nos próximos dias, fase primordial para a garantia de uma boa safra no país.

Nos EUA, o contrato da soja para janeiro/21 recuou pelo terceiro dia consecutivo, caindo 0,77% e sendo negociado na casa dos US$ 11,53/bu. Os operadores da CBOT seguem de olho no clima no Brasil e liquidando a grande posição comprada que havia sido formada nas últimas semanas. Além disso, a ausência de novas compras externas continuou a pressionar as cotações para baixo.

Fonte: Agrifatto

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com