Milho vai rompendo novas máximas em contratos futuros

Milho vai rompendo novas máximas em contratos futuros

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milho
Foto: Paulo Kurtz

Alta do dólar abre espaço para que preço do milho busque novos patamares na B3. Preocupação com a 2ª safra segue ativa; confira os destaques do boi

De olho no cenário interno, o milho encerrou o pregão pelo 4º dia consecutivo com novas altas na B3 para os contratos futuros, o vencimento para maio/21 fechou em R$ 89,06/sc, e o de setembro/21 rompeu nova máxima, com alta de 0,64%, cotado a R$ 80,48/sc. A forte alta do dólar abriu espaço para que os vendedores aumentassem a pedida no mercado físico, com isso, o preço do milho em Campinas/SP tem como referência os R$ 86,00/sc.

Na bolsa norte-americana os contratos futuros de milho encerraram o dia com desvalorização refletindo os dados de vendas semanais do cereal para exportação, que atingiram o menor nível da safra 20/21 e vieram abaixo da expectativa do mercado, com cerca de 453 mil toneladas negociadas. Os contratos de maio/21 e julho/21 encerraram o dia em US$ 5,50/bu e US$ 5,40, respectivamente, desvalorizações de -1,30% e -1,37%.

Nelore na Fazenda Bhavnagar
Foto: Jadir Bison

Com o dólar melhorando a competitividade no ambiente externo, a pedida dos produtores pelo boi gordo começou a aumentar em algumas regiões de São Paulo, negócios com tipificação para exportação já são vistos acima dos R$ 305,00/@, indicando que o mercado pode ter força sobressalente. No entanto, no mercado interno as negociações continuam a “conta-gotas”, a carcaça casada bovina seguiu nos R$ 18,00/kg, e o varejo demonstrando dificuldades em transpor maiores preços sobre os cortes.

Enquanto isso na B3, a quinta-feira se encerrou com valorização da arroba do boi gordo. Com o fim do ano novo chinês, o país asiático aos poucos vem retomando as negociações de proteína bovina com o Brasil. O contrato futuro com vencimento para março/21 ficou cotado à R$ 299,95/@, obtendo avanço de 0,52%. A escassez de matéria-prima dita o ritmo de valorização na bolsa brasileira.

Foto: Claudio Neves/Porto de Paranaguá

A safra brasileira vai ganhando ritmo no campo e surpreendendo de forma positiva com novas estimativas, que chegam até 136 milhões de toneladas. Esse quadro de maior oferta está reduzindo os prêmios nos portos e como consequência afetando o preço em Paranaguá/PR, que encerrou o dia em R$ 165,00/sc.

As vendas semanais norte-americanas para exportação vieram abaixo da expectativa do mercado sinalizando menor demanda e esfriaram os preços no mercado spot e futuro. O quadro climático na Argentina e nos EUA segue no radar do mercado, mas não justificativa suficiente para sustentar as cotações na bolsa norte-americana. Hoje o contrato de maio/21 fechou em US$ 14,08/bu, queda diária de 1,28%.

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