Fazenda pertencente à Suzano Papel e Celulose no interior do Maranhão está sob controle de grupos invasores profissionais; Eles chegaram a ferir os policiais que cumpriam ordem judicial.
Proprietária da Fazenda São Bento, na zona rural de Açailândia (MA), a empresa Suzano Papel e Celulose se manifestou. Em nota divulgada à imprensa nesta semana, a companhia afirma que, mais uma vez, tornou-se alvo de “invasores profissionais”. Cabe ressaltar que, além de ser uma área produtiva, a empresa já sofreu outras invasões nesse ano e, essa mesma área invadida foi colocada em reintegração de posse pela justiça.
Nos primeiros quatro meses do governo Lula, o Brasil foi palco de 56 invasões realizadas por movimentos de sem-terra, de acordo com o relatório do Observatório da Oposição, com dados da Frente Parlamentar de Agricultura (FPA). Esse número representa um aumento de 143% em relação ao mesmo período de 2022.

A manifestação por parte da Suzano ocorre depois que uma tentativa de reintegração de posse não acabou bem para três policiais. Eles acabaram feridos. As autoridades foram atingidas por disparos de armas de chumbo. Um chegou a ser encaminhado ao hospital por causa de ferimentos na perna.
De acordo com a imprensa local, cerca de 500 famílias de invasores de terras continuam no local. Com policiais feriados, o mandado judicial para reintegração de posse não foi cumprido. Em nota conjunta, quatro entidades do setor produtivo maranhense se revoltaram e classificaram o caso como “ato violento”.
“Os invasores, mais uma vez, persistem em desrespeitar as diversas decisões judiciais que reconheceram a ilegalidade da invasão e repetem o crime”, afirma a Suzano, em trecho do comunicado. “Além disso, os invasores praticam o desmatamento de floresta nativa em bioma amazônico, que é preservada pela companhia proprietária da fazenda.”
Essa não é a primeira fazenda da Suzano que foi invadida neste ano. De janeiro para cá, quatro propriedades da empresa na Bahia foram alvo de ações coordenadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. No início de março, integrantes do movimento invadiram quatro fazendas pertencentes à empresa Suzano Papel e Celulose.
De janeiro para cá, quatro propriedades da empresa na Bahia foram alvo de ações coordenadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

Nota da Suzano sobre invasores de terras
Confira, abaixo, a íntegra da nota da empresa Suzano Papel e Celulose sobre a ação de “invasores profissionais” em propriedade na zona rural da Açailândia.
A empresa informa que está sendo novamente alvo de invasores profissionais em propriedade privada, no município de Açailândia – MA. Esta área é produtiva e já foi objeto de duas reintegrações recentes, em novembro de 2022 e em abril deste ano.
Os invasores, mais uma vez, persistem em desrespeitar as diversas decisões judiciais que reconheceram a ilegalidade da invasão e repetem o crime. Além disso, os invasores praticam o desmatamento de floresta nativa em bioma amazônico, que é preservada pela companhia proprietária da fazenda. Essa é mais uma atividade ilegal que gera danos ao meio ambiente e às comunidades do entorno.
A empresa lamenta o ocorrido e reforça que segue rigorosamente a legislação brasileira e continuará atuando em suas atividades econômicas para contribuir com o desenvolvimento sustentável do Brasil.
Entidades do agro e da indústria se revoltam com ‘ato violento’ de invasores
A atitude por parte de invasores de terras, que na terça-feira 6 feriu com disparos de armas de chumbo três policiais em Açailândia (MA), revoltou o setor produtivo local. Entidades ligadas ao agronegócio e à indústria locais se reuniram para repudiar a ação criminosa.

“Repudiamos qualquer tipo de ato violento, principalmente contra os produtores do Estado do Maranhão, que geram emprego e renda já com a propriedade reconhecida e consolidada não só pelo Judiciário, como também pelas entidades governamentais de proteção à violência do campo e de colonização e reforma agrária“, afirma o grupo de entidades, na nota divulgada na quarta-feira 7.
Os grupos que assinam a nota são:
- Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão;
- Associação dos Criadores do Estado do Maranhão;
- Centro das Indústrias do Estado do Maranhão; e
- Federação das Indústrias do Estado do Maranhão.
Em nota, as entidades afirmam que invasões de terras representam “ameaça à economia”. Além disso, elas reforçam que os policiais baleados estavam em “pleno do exercício do dever legal ao cumprir ordem judicial”.
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