Nobel da Paz é prova cabal do agro sustentável do Brasil

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Alysson Paolinelli ao Nobel da Paz
Foto: Divulgação

Indicação de Alysson Paolinelli ao Nobel da Paz 2021 é o reconhecimento da sua dedicação ao desenvolvimento de uma agropecuária sustentável

O Agronegócio celebra a indicação do ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da CNA, Alysson Paolinelli, para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz 2021, como um reconhecimento da sua dedicação ao desenvolvimento da agropecuária brasileira. Paolinelli foi indicado pelas suas contribuições ao longo de sua vida para tornar o Brasil uma potência mundial em produção e exemplo de sustentabilidade, além de seu trabalho na defesa da segurança alimentar, pesquisa e inovação tecnológica.

A partir dos anos 1970, o Brasil foi palco da maior revolução agrícola tropical sustentável da história. Alysson Paolinelli foi o visionário que vislumbrou e plantou essa grande mudança. A candidatura foi oficializada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e encaminhada ao Comitê Norueguês do Prêmio Nobel.

O presidente da CNA, João Martins, fez parte do comitê executivo formado por representantes de 24 entidades do agro brasileiro que indicou o ex-ministro para o Nobel.

Aos 84 anos, Paolinelli é uma das principais referências do agro brasileiro, sendo um dos responsáveis pela criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na década de 1970 e pela revolução tecnológica que tornou o Cerrado uma das regiões mais produtivas do País.

Também foi diretor da Escola Superior de Agricultura de Lavras (Esal), deputado federal, secretário de Estado de Agricultura de Minas Gerais, chefe da delegação brasileira na Conferência Mundial de Alimentos da FAO e presidente da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior do Brasil.

Alimento é horizonte de vida, harmonia e humanismo.

Atualmente, é presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e do Instituto Fórum do Futuro, além de embaixador da Boa Vontade do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e responsável pela Cátedra Luiz de Queiroz, da Esalq.

10 fatos da revolução de Paolinelli

  1. Anos 1970. Paolinelli colocou em marcha um inovador modelo agrícola tropical sustentável, que iniciou uma transformação profunda da agricultura brasileira.
  2. O ponto de partida foi a reabilitação integral dos solos inférteis do Cerrado, um grande bioma de savana tropical, de quase 2 milhões de km².
  3. Com isso, materializou-se a recuperação biológica do bioma, que permitiu produzir alimentos de valor como soja, milho, algodão, carne e leite.
  4. Desde então, os índices de produtividade agrícola do Brasil não pararam de crescer. De 1975 a 2020 a produção cresceu 384% e a produtividade 500%.
  5. Para isso, Paolinelli colocou a ciência em primeiro lugar. Estimulou a pesquisa com a EMBRAPA e o esforço das Universidades agrárias. Criou a EMBRATER para difusão tecnológica. Conhecimento foi a palavra-chave.
  6. Veio a autossuficiência alimentar no Brasil, já nos anos 1980. De importador o país tornou-se grande exportador de alimentos, hoje com saldo positivo de US$ 75 milhões.
  7. Além de comida na mesa, a revolução de Paolinelli impactou o IDH dos municípios de base agropecuária, com aumento de 73%, de 1990 a 2010.
  8. A revolução agrícola tropical sustentável foi brasileira, mas também é viável para outros países em desenvolvimento, dentro do cinturão tropical.
  9. “A ciência e a pesquisa precisam ser ampliadas para outros biomas tropicais, reproduzindo conquistas como as do Cerrado brasileiro, ressalta Paolinelli”.
  10. “É preciso ter clara visão dos biomas para determinar se é possível obter boas produções sem degradar os recursos naturais acrescenta o ex-Ministro”.

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