Nordeste se destaca como líder, abrigando 96% do rebanho caprino do país

O rebanho de caprinos registrou um crescimento de 4,0% em 2023, alcançando 12,9 milhões de animais, enquanto o número de ovinos subiu 1,3%, totalizando 21,8 milhões de cabeças. O Nordeste se destaca como líder, abrigando 96% do rebanho caprino do país.

O ano de 2023 trouxe recordes históricos para a criação de caprinos e ovinos no Brasil, com aumento significativo em ambos os rebanhos. O número de caprinos cresceu 4,0%, totalizando 12,9 milhões de animais, enquanto o efetivo de ovinos aumentou 1,3%, alcançando 21,8 milhões de cabeças. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela Região Nordeste, que concentra 96,0% dos caprinos e 71,2% dos ovinos do país, mantendo sua tradição na criação dessas espécies.

Bahia e Pernambuco se destacam no cenário nacional, sendo os estados com os maiores rebanhos. A Bahia lidera a produção com 30,7% dos caprinos e 23,0% dos ovinos do Brasil, seguida por Pernambuco, com 26,1% dos caprinos e 16,9% dos ovinos.

Nordeste se destaca como líder, abrigando 96% do rebanho caprino do país

O terceiro maior rebanho caprino está no Piauí – 15,7% do efetivo nacional -, que também responde pelo quinto maior efetivo de ovinos (8,3%). O terceiro maior efetivo de ovinos se encontra no já mencionado Rio Grande do Sul. O Ceará detém o quarto maior rebanho para as duas espécies: 9,0% dos caprinos e 11,7% dos ovinos. Na Paraíba está o quinto maior rebanho caprino (6,4%).

Esses números ressaltam a importância econômica da atividade para o semiárido nordestino, onde a adaptabilidade dos animais e a produção de carne, leite e couro são essenciais para a sustentabilidade local.

Nos municípios, Casa Nova (Bahia) lidera tanto na criação de caprinos quanto de ovinos, seguido por Floresta (Pernambuco) e Juazeiro (Bahia) no caso dos caprinos. Já para ovinos, além de Casa Nova, se destacam Remanso (Bahia) e Dormentes (Pernambuco).

A exceção entre os maiores criadores de ovinos está no Rio Grande do Sul, mais especificamente em Sant’Ana do Livramento, que é relevante para a produção de lã, uma das principais atividades ovinas no Sul do país – situação resultante da relevância da atividade no estado, que é o maior produtor de lã do País, sendo origem de 95,6% da produção nacional em 2023.

A força do Nordeste no setor se explica pela adaptação dos rebanhos às condições da região, onde a produção de múltiplos derivados — como carne, leite e couro — continua a crescer. Mesmo assim, outras regiões também demonstraram potencial de crescimento, como a Região Norte, que registrou aumentos de 2,8% em caprinos e 3,7% em ovinos. As Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste registraram queda.

Esse cenário reflete a importância estratégica do setor caprino e ovino para o Brasil, tanto no contexto regional quanto nacional, garantindo o sustento de muitas famílias e movimentando economias locais, principalmente no semiárido nordestino. A criação de caprinos e ovinos, além de gerar renda, fortalece a agropecuária brasileira, que se destaca como um dos principais pilares do agronegócio nacional.

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