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A afirmação é de Rafael Gratão, Presidente do Movimento Nacional de Produtores, ele ressalta que a situação passa a ficar insustentável, toda mercadoria transportada deve ter custos aumentados em 40%.

Os altos custos de produção e custos de vida da população vão receber algumas cifras a mais com o tabelamento o frete rodoviário. Isso porque os ajustes propostos pelo Governo Federal para agradar a classe dos caminhoneiros e empresas transportadoras, vai onerar principalmente produtores rurais e consumidores.

“A situação passa a ficar insustentável. Toda mercadoria transportada por caminhão deve ter custos aumentados em cerca de 40%. Quando o Governo interfere diretamente, impondo preço mínimo de frete, tudo encarece, a ponto de empresas paralisarem os embarques. A conta vai chegar para todos”, detalha o presidente do Movimento Nacional dos Produtores, Rafael Gratão, contrário ao tabelamento proposto.

Ainda de acordo com o MNP a tabela divulgada pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), além de encarecer produtos e produção, tem alto grau de complexidade, uma vez que leva em conta idade do caminhão, quantidade de eixos, a carga transportada, quilômetros rodados, entre outros fatores.

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“Essa mesma complexidade pode gerar uma crise entre os caminhoneiros autônomos, que muitas vezes não possuem estrutura para chegar ao valor ideal do frete. Assim como a fiscalização do cumprimento do preço mínimo, que deve ser levado em conta. Outra situação que não deve ser descartada é a possibilidade do surgimento de um mercado paralelo, quando motoristas optarem por trabalhar abaixo do valor da tabela, só para garantirem mais fretes”, alerta Gratão.

Para o presidente do MNP o tema precisa ser discutido e aprimorado. “O Congresso Nacional e os governos estaduais, precisam interferir, propondo novas regras ao jogo. Da forma como foi proposto por Michel Temer, as consequências são imensuráveis, e a única certeza que temos é de uma inflação insustentável”, finaliza.

Via MNP

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