Novo inoculante promete ganhar mais de 50% na produção de milho

Novo inoculante promete ganhar mais de 50% na produção de milho

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Lavoura de milho verde
Foto: Divulgação

Validação de viabilidade e eficiência levou em consideração condições diferentes de umidade do ar, relevo, temperatura, etc

A empresa catarinense NovaTero obteve registro inédito do Ministério da Agricultura para comercialização de um inoculante à base de fungo micorrízico arbuscular (FMA) da espécie Rhizophagus Intraradices para as culturas de soja e milho.

Segundo a empresa, o aumento de produtividade pode chegar a dois dígitos percentuais. As validações agronômicas mostraram que, com a aplicação do fungo para a cultura do milho, houve um aumento de produção de grãos em média de 54%, e para a oleaginosa, 25%, ambos por hectare de plantio, respeitando as dosagens recomendadas de adubação.

Esses fungos propiciam uma série de benefícios às plantas. Dentro os benefícios diretos, os mais conhecidos são a ampliação do sistema radicular, a solubilização e o maior aporte de nutrientes, notadamente fósforo (P), maior tolerância a estresses ambientais (seca, metais, pragas, doenças, etc.), culminando com maior desenvolvimento vegetal e, consequentemente, maior produtividade na área plantada.

São produtos 100% biológicos com certificação europeia e americana para uso em agricultura orgânica. Não há processos e produtos químicos na produção. Sua aplicação recomendada é de 120 gramas por hectare, em tratamento de sementes.

De acordo com o diretor comercial da NovaTero, Rodrigo Moreira, as fases de testes superaram as expectativas.

“Estamos prontos para este novo marco na agricultura que trará, de forma natural, avanço nas culturas”, diz.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, foi a instituição credenciada junto ao Mapa responsável por realizar todos os testes conforme a instrução normativa pertinente ao inoculante, onde o produto obteve todas as validações agronômicas exigidas para o registro. As pesquisas foram conduzidas pelos professores Admir Giachini, Cláudio Soares e Paulo Lovato.

Os experimentos, iniciados em 2016, foram executados a campo nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. As diferentes condições de umidade do ar, relevo, temperatura, tipo de solo, precipitação, etc, foram requisitos necessários para a validação da viabilidade e eficiência do inoculante à base de fungo micorrízico arbuscular (FMA), atendendo aos requisitos impostos pelo Ministério da Agricultura para a obtenção do registro.

O Rootella BR também teve sua extensão de aplicação às culturas de arroz, trigo, cevada, feijão e aveia, pois são culturas que reconhecidamente se beneficiam com a aplicação do fungo da espécie.

Fonte: Canal Rural

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