O que esperar do mercado do milho nesta semana

O que esperar do mercado do milho nesta semana

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Foto: Divulgação

O levantamento do Departamento de Agricultura dos EUA deve indicar queda na produção do cereal; veja destaques que podem mexer no mercado!

Os produtores de milho esperam por novidades nas projeções da produção do grão. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve revisar para baixo esse número após tempestades serem registradas no estado de Iowa. No mercado interno, o destaque fica por conta da alta nos preços, que podem pressionar as vendas futuras.

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista do Safras, Paulo Molinari.

  • A próxima semana terá o relatório do USDA e os ajustes de produção esperados após a tempestade registrada em Iowa;
  • O impacto inicialmente esperado é um corte de produção de milho de 15,3 bilhões de bushels para 14,9 bilhões, ou seja, 400 milhões de bushels, ou, em torno de 10 milhões de toneladas;
  • Para os estoques finais, um corte de 2,76 bilhões de bushels para 2,46 bilhões, proporcional à produção, mas sugerindo que o USDA reduzirá consumo também;
  • Basicamente, a quebra de Iowa está precificada na CBOT. Uma surpresa nos dados do USDA em relação ao que o mercado espera é a variável volátil para a semana;
  • Colheita norte-americana se iniciando, com 10 milhões de toneladas a mais ou a menos não trará alta de preços para a CBOT. Portanto, a pressão de colheita virá à CBOT com possível pressões nas cotações entre US$ 0.10/0.20;
  • Altas de preços no Brasil, Ucrânia e Argentina, ainda não ajudaram no movimento de recuperação das exportações norte-americanas de milho. Este é um dos fatores preponderantes para CBOT;
  • No mercado interno, a alta dos preços do milho foi gerada por uma forte retenção por parte do produtor. Portanto, retenção exagerada é um sinal de pressão de venda futura;
  • Como temos avaliado, não há problemas para o abastecimento interno de milho até janeiro. A demanda interna é firme e as exportações estão dentro da projeção de 34/35 mt no ano;
  • O grande problema de abastecimento interno está no primeiro semestre de 2021;
  • Portanto, as dívidas de safra e compra de insumos de setembro acaba tendo uma certa pressão de venda nas cooperativas, cerealistas e tradings e pressiona o mercado;
  • Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo tiveram esta pressão de venda de forma mais clara. Já no Mato Grosso e em Goiás, estados que estão bem vendidos, a pressão foi menor;
  • Contudo, boa parte do mercado consumidor se abasteceu e no curto prazo ainda podemos ver novas baixas;
  • Colheitas de safrinha finalizando, mas pressão de venda pelo produtor contém continuidade das altas do milho.

Fonte: Agência Safras

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