O setor agropecuário e a sociedade não aguentam mais impostos, quaisquer que...

O setor agropecuário e a sociedade não aguentam mais impostos, quaisquer que sejam, diz Presidente da CNA

João martins, presidente da CNAO presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, disse que a incidência de mais tributos sobre a produção vai reduzir a competitividade do setor agropecuário. A afirmação foi feita, nesta quarta-feira (2/3), em Brasília (DF), durante o lançamento do movimento “Agora Chega de Carga Tributária – Não à CPMF”, campanha lançada nacionalmente pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com o apoio da CNA e de mais de 100 entidades da sociedade civil, contrárias à cobrança de mais impostos e à volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

“A sociedade não aguenta mais tributação, qualquer que seja. E com a agropecuária não é diferente. Estamos vendo nossa competitividade ser reduzida e qualquer tributação em cima do que produzimos vai reduzi-la ainda mais”, afirmou João Martins. Ele ressaltou que, há duas semanas, a entidade apoiou os produtores de Goiás contra a oneração sobre as exportações de soja e milho pelo governo estadual, medida que acabou sendo suspensa na última sexta-feira. Ele também reiterou a posição da entidade, contrária ao retorno da CPMF.

O presidente da CNA relatou, também, o empenho das confederações em discutir alternativas para a normalização do ambiente visando a retomada do crescimento econômico. Neste contexto, acrescentou, a avaliação dos principais segmentos da economia é de que o aumento da carga tributária vai dificultar a capacidade do setor produtivo de sair deste cenário difícil. “O governo precisa pensar a respeito da gravidade do momento que o país está vivendo”, alertou João Martins.

Campanha – Como parte das ações do movimento contra o aumento da carga tributária e o retorno da CPMF, a OAB lançou o site www.agorachega.oab.org.br. Neste endereço, as entidades interessadas em fazer parte desta ação podem aderir à iniciativa pelo endereço econômico ou pelas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram). A programação também prevê atos nas 27 unidades da federação e mobilizações no Congresso Nacional.

Fonte revistaplantar.com.br