Onça-pintada do Exército chega aos 25 anos e conquista recorde mundial

Guardião, do zoológico do CIGS, em Manaus, foi reconhecido pelo Guinness como a onça-pintada mais velha em cativeiro; cuidados incluem alimentação adaptada e acompanhamento diário.

Uma onça-pintada sob os cuidados do Exército Brasileiro conquistou um lugar no Guinness World Records. Guardião, que vive no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, foi reconhecido como a onça-pintada mais velha do mundo em cativeiro, com 25 anos e 90 dias na data de verificação do recorde, em 9 de junho de 2026.

A marca chama atenção pela longevidade do felino e pela rotina necessária para manter sua saúde na velhice. Segundo as informações divulgadas sobre o animal, Guardião continua caminhando pelo recinto, nadando e utilizando estruturas elevadas — comportamentos característicos da espécie. Por trás desse cotidiano está uma equipe responsável por ajustar alimentação, manejo e acompanhamento às necessidades de um animal idoso.

Um recorde brasileiro reconhecido pelo Guinness

O reconhecimento coloca Guardião em uma categoria específica: longevidade de onças-pintadas em cativeiro. A idade registrada corresponde ao dia em que o recorde foi oficialmente verificado, em junho, e não à data em que a notícia passou a circular.

A conquista foi divulgada pelo Exército Brasileiro em setembro. Na comunicação institucional, o animal foi apresentado como um símbolo do zoológico do CIGS e uma oportunidade de ampliar a atenção à proteção da fauna amazônica.

Guardião nasceu em março de 2001, em Tabatinga, no Amazonas, e chegou ao zoológico do CIGS em 7 de agosto de 2007. Desde então, permanece sob os cuidados da equipe técnica da instituição.

Alimentação adaptada e atenção às articulações

De acordo com a bióloga do CIGS, primeiro-tenente Elaine Carvalho, a longevidade do felino está associada a uma rotina de cuidados individualizados. O trabalho reúne veterinários, biólogos e tratadores, responsáveis pelo manejo, pela alimentação, pelo enriquecimento ambiental e pela observação diária.

Guardião recebe uma dieta adaptada às suas necessidades e suplementação voltada à proteção das articulações. Esse cuidado ganha relevância em um animal de idade avançada, cuja rotina exige atenção à mobilidade e ao conforto.

O acompanhamento também considera seu comportamento. Observar como o felino se movimenta, utiliza o recinto e responde às atividades ajuda a equipe a avaliar seu bem-estar e a ajustar o manejo.

Longevidade exige cuidado além da alimentação

O caso de Guardião evidencia a importância de um manejo que acompanha o envelhecimento do animal. A oferta de alimento é uma parte desse trabalho, junto com assistência veterinária, observação contínua e condições para que o felino expresse comportamentos próprios da espécie.

Mesmo aos 25 anos, a onça mantém atividades como nadar e explorar estruturas do recinto, conforme o relato divulgado. Preservar essas possibilidades faz parte da rotina de bem-estar, que precisa considerar as condições individuais do animal.

O recorde também amplia a visibilidade da fauna amazônica. Para o Exército, o reconhecimento internacional ajuda a divulgar a importância da proteção da biodiversidade e do patrimônio natural da região.

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