Ovos com plástico ou petróleo? Anvisa responde após fake news viralizar

Agência esclarece que nunca emitiu alerta sobre suposta presença de plástico ou petróleo em ovos e reforça quais são os cuidados que realmente garantem a segurança do alimento

Um vídeo que ganhou força nas redes sociais nos últimos dias levou milhares de brasileiros a questionarem a segurança dos ovos consumidos no país. A publicação afirmava que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) teria emitido um alerta sobre a presença de plástico ou petróleo em ovos comercializados no Brasil.

A informação, porém, é completamente falsa.

Diante da rápida disseminação do conteúdo, a própria Anvisa publicou uma nota oficial esclarecendo que jamais emitiu qualquer alerta sobre esse assunto e reforçando que não existem ovos feitos de plástico ou petróleo, nem produtos contendo essas substâncias aprovados para consumo no país.

A manifestação da agência busca conter uma nova onda de desinformação envolvendo alimentos, tema que frequentemente gera preocupação entre consumidores e acaba sendo explorado por conteúdos enganosos nas redes sociais.

Quem fiscaliza a produção de ovos no Brasil?

Outro ponto esclarecido pela Anvisa é que a fiscalização das granjas e da produção de ovos não é responsabilidade da agência, mas sim do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

É o Mapa que acompanha todo o processo produtivo, realiza inspeções nos estabelecimentos e controla a qualidade sanitária dos alimentos de origem animal produzidos no país.

Na prática, isso significa que os ovos comercializados legalmente passam por sistemas oficiais de inspeção e rastreabilidade antes de chegarem ao consumidor.

O que a Anvisa recomenda ao consumidor

Embora tenha desmentido a fake news, a Anvisa aproveitou a oportunidade para reforçar orientações importantes que realmente fazem diferença para a segurança alimentar.

Entre elas estão:

  • comprar apenas ovos provenientes de estabelecimentos inspecionados;
  • verificar informações como lote, origem e prazo de validade presentes na embalagem;
  • manter os ovos refrigerados conforme indicado no rótulo;
  • consumir os ovos preferencialmente bem cozidos, reduzindo o risco de doenças transmitidas por alimentos.

Segundo a agência, essas práticas são as que efetivamente ajudam a garantir um consumo seguro.

Lavar os ovos antes de guardar? A resposta é não

Um dos esclarecimentos mais importantes diz respeito ao hábito bastante comum de lavar os ovos assim que chegam em casa.

De acordo com a Anvisa, essa prática não é recomendada.

A casca possui uma película natural chamada cutícula, responsável por proteger o interior do ovo contra a entrada de microrganismos, incluindo bactérias como a Salmonella.

Quando o ovo é lavado antes do armazenamento, essa proteção natural pode ser removida, facilitando a contaminação.

Por isso, a orientação oficial é simples: caso seja realmente necessário retirar alguma sujeira da casca, a lavagem deve ser feita apenas imediatamente antes do preparo ou consumo.

Ovos continuam sendo um dos alimentos mais completos da dieta

Além de combater a desinformação, a nota lembra que os ovos continuam sendo um dos alimentos mais importantes da alimentação dos brasileiros.

Conforme o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, o alimento oferece proteínas de alto valor biológico, vitaminas — especialmente do complexo B — e minerais essenciais, mantendo excelente relação entre qualidade nutricional e custo.

Desinformação cresce nas redes sociais

Especialistas em segurança dos alimentos alertam que vídeos sensacionalistas costumam utilizar imagens fora de contexto ou alegações sem qualquer comprovação científica para gerar engajamento.

Por isso, sempre que surgir uma informação relacionada à segurança de alimentos, medicamentos ou produtos de saúde, a recomendação é consultar os canais oficiais dos órgãos responsáveis antes de compartilhar conteúdos nas redes.

No caso dos ovos, a posição da Anvisa é direta: não existe qualquer alerta oficial sobre plástico ou petróleo em ovos produzidos no Brasil, e o vídeo que viralizou é classificado como informação falsa.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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