Pecuarista abate 8.000 e usa “Compost Barn” na engorda

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Com um nome que define o objetivo da empresa, a Fazenda Boi Gordo, conseguiu um salto em produtividade ao utilizar o “Compost Barn” como confinamento!

A agropecuária nacional está em constantes evolução e, com isso, novas oportunidades vão sendo apresentadas e utilizadas por aqueles que se propõem a realizar um trabalho sério e com planejamento. Essa pessoa é conhecida como Leonardo Rodrigues Lopes, o famoso Leo Boiadeiro, situado lá pelas bandas das Minas Gerais. Conheça esse sistema que vem apresentando grande rentabilidade ao pecuarista da L2 Agronegócios!

Com um trabalho que teve início em 2008 a Fazenda Boi Gordo, situada em Tiros, região centro-oeste mineiro, realiza a prática do confinamento de bois magros para terminação. Confira abaixo, como a utilização de um sistema de Compost Barn, permitiu uma economia com medicamentos e o aumento da rentabilidade da operação!

O grupo é conhecido como L2 Agronegócios, que também se dedica a produção e comercialização de outros produtos agropecuários como a soja, sementes, sorgo, alho e milho, sendo o lema da empresa: “Produzindo qualidade do campo para sua mesa”.

Até 2019, a terminação intensiva era exclusivamente a céu aberto, durante o ano todo, e, como em qualquer confinamento desse tipo, a poeira é um fator que desencadeia problemas respiratórios nos animais, reduzindo a produtividade e trazendo gastos excessivos com medicamentos.

Diante disso, o produtor rural Leo Boiadeiro, buscou projetar e planejar a cobertura da instalação, visando resolver o problema. Mas, o que era uma saída da atividade para um, para o outro significava uma grande oportunidade de crescimento na pecuária.

O proprietário da fazenda, já estava pensando em resolver esse problema de uma forma mais eficaz e a cobertura da instalação seria uma das saídas. Foi quando surgiu uma oportunidade ímpar: no ano passado, seu vizinho de cerca, produtor de leite, estava em dificuldades e lhe ofereceu a propriedade, a Fazenda Paraíso, para arrendamento. Junto com ela, dois galpões do tipo compost barn, ou seja, instalação com área de descanso acoplada ao cocho, onde as vacas recebiam a ração diária.

Era o que Leo precisava para testar o resultado que viria com o gado de corte. Reuniu-se com o consultor André Melo, fizeram contas e viram que o confinamento coberto traria várias vantagens, sobretudo em desempenho dos animais, e que o investimento valia a pena.

É preciso ressaltar que a utilização de estruturas cobertas no confinamento de bovinos de corte é uma prática que vem sendo, cada vez mais, adotada dentro das propriedades. Além de reduzir a poeira, permite que os animais possam ser confinados durante todo o ano, aumentando o número de giro de lotes e, consequentemente, a produtividade e lucro por área.

Voltando aos propósitos da Fazenda Boi Gordo, a oportunidade de arrender o Compost Barn, além de acabar com os problemas de saúde iria agregar mais 1.200 animais para abate em sua carteira pecuária, que responde por 40% do faturamento de sua empresa ‒ a L2 Agronegócios, que tem como carro-chefe a agricultura (produção de alho, soja e milho).

Com o investimento na estrutura, Leo reduziu significativamente o problema sanitário das doenças respiratórias. “Gastei uns 50% menos em medicamentos com os animais da área coberta”, calcula ele. Além disso, só em 2020 foram mais de 8.000 animais terminados e enviados para o abate.

Animais no confinamento da L2 Agronegócios

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