Uma análise retrospectiva de cinco anos aponta os fatores determinantes para o sucesso da IATF – Inseminação Artificial em Tempo Fixo em bovinos de corte
O resultado da análise envolvendo a IATF foi publicado na circular técnica 22, editada pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) e disponível de forma gratuita AQUI. Pesquisa aponta fatores determinantes para o sucesso da IATF, veja.
“A Inseminação Artificial a Tempo Fixo (IATF) é uma ferramenta facilitadora para aumentar a frequência de genes desejáveis nas populações, tornando os animais mais eficientes e produtivos. Mas os resultados, em termos de taxas médias de concepção das matrizes inseminadas artificialmente utilizando protocolos de IATF, têm se mantido estáveis em 50%”, explica, em nota, a pesquisadora Adriana Tarouco, uma das autoras da publicação.
Programas reprodutivos bem-sucedidos, utilizando biotecnologias da reprodução animal ou monta natural, dependem do processo da fertilização, ou seja, produção de óvulos saudáveis e maduros pelas matrizes e de sêmen de qualidade pelos reprodutores.
“Situações de estresse calórico afetam a reprodução dos bovinos, sendo um dos fatores que mais contribui para a queda na fertilidade, comprometendo cerca de 60% dos rebanhos ao redor do mundo. Análises de dados meteorológicos dos últimos 20 anos indicaram que o declínio da taxa de concepção é diretamente proporcional ao aumento da temperatura ambiente e da umidade relativa do ar”, destaca Adriana.
A publicação traz os resultados da análise retrospectiva realizada a partir de dados disponíveis de programas de IATF aplicados em rebanhos de bovinos de corte no Centro de Pesquisa de Hulha Negra, do DDPA/Seapi, e na Estação Experimental Agronômica da UFRGS, entre os anos de 2015 a 2020. Foram analisados fatores zootécnicos, técnicos e meteorológicos, apontando fatores para o sucesso da IATF.
“Entre as variáveis meteorológicas avaliadas, identificamos influência nas taxas de concepção a partir da radiação solar global no dia da realização da inseminação artificial (IA) e nos quatro dias posteriores, além da temperatura mínima absoluta do ar média durante quatro dias após a Inseminação Artificial (IA)”, complementa a pesquisadora.
A análise sobre os fatores que mais influenciaram as taxas de concepção indicou a importância, nesta ordem: o efeito do Touro, variável meteorológica “Temperatura mínima após IA”, o inseminador, o índice de temperatura e umidade (ITU) após a inseminação, o protocolo hormonal e a formação do inseminador.
Fonte: Ascom Seapi / Governo do RS
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