Picanha brasileira entra em novo ranking dos melhores pratos do mundo; veja a posição

Símbolo do churrasco nacional volta a aparecer entre os pratos mais bem avaliados do planeta. Depois de ocupar posições de destaque nos últimos anos — incluindo o topo da lista —, a picanha brasileira agora aparece em 15º lugar no ranking 2025/2026.

A picanha está tão ligada à cultura brasileira que deixou de ser apenas um corte bovino para se transformar em um dos grandes símbolos gastronômicos do país. Presença quase obrigatória nas churrascarias e protagonista de muitos churrascos, ela também conquistou reconhecimento além das fronteiras brasileiras.

Na edição 2025/2026 do ranking do TasteAtlas, a picanha brasileira aparece na 15ª posição entre os 100 melhores pratos do mundo. A classificação ganha ainda mais relevância quando observada dentro de uma trajetória que colocou o corte repetidamente entre os destaques da gastronomia internacional.

Nos últimos anos, a picanha chegou a ocupar o primeiro lugar e manteve presença constante nas primeiras posições. Mais do que uma colocação isolada, portanto, o novo resultado reforça como um corte profundamente associado à pecuária e ao churrasco brasileiro conseguiu conquistar consumidores de diferentes países.

Da vice-liderança ao título de melhor do mundo

A trajetória recente chama atenção pela consistência. De acordo com os levantamentos reunidos pelo TasteAtlas, a picanha ficou em 2º lugar em 2022 e novamente em 2023. Em 2024, alcançou seu resultado mais expressivo ao ser eleita o melhor prato do mundo.

No ano seguinte, apareceu na 3ª colocação, permanecendo entre os primeiros lugares. Agora, no ranking 2025/2026, surge em 15º lugar entre os 100 melhores pratos, mantendo uma sequência de presença internacional que poucos alimentos brasileiros conseguiram alcançar.

A posição atual está abaixo das anteriores, mas isso não apaga a trajetória. Pelo contrário, cinco edições consecutivas entre os destaques ajudam a dimensionar a força internacional conquistada pela picanha e sua associação cada vez maior com a gastronomia brasileira.

Quem ficou à frente da picanha?

Na relação apresentada para 2025/2026, o primeiro lugar ficou com o vori-vori, prato tradicional do Paraguai preparado como uma sopa com pequenas bolas à base de farinha de milho e queijo. A pizza Napoletana, da Itália, aparece na segunda colocação, seguida pelo tajarin al tartufo bianco d’Alba, também italiano.

As primeiras posições ainda reúnem pratos tradicionais da Indonésia, Turquia, Grécia, Peru, Sérvia, México, Estados Unidos e Sri Lanka. É justamente essa diversidade que torna a presença brasileira interessante: preparações de diferentes continentes e tradições gastronômicas aparecem lado a lado na avaliação.

No meio de receitas elaboradas e construídas ao longo de séculos, a picanha chega à 15ª posição tendo como grande protagonista um corte bovino que o Brasil transformou em referência mundial de churrasco.

Por que a picanha é tão valorizada?

A explicação começa na própria peça. A picanha é retirada da parte traseira do bovino, acima da alcatra, em uma região conhecida internacionalmente por denominações como sirloin cap ou rump cap. Seu formato e, principalmente, a característica capa de gordura ajudam a diferenciá-la de outros cortes.

Essa gordura não tem apenas função estética. Quando o preparo é realizado corretamente, ela participa da construção do sabor e ajuda a preservar características de suculência da carne. Ao contrário de cortes cuja valorização depende principalmente do alto marmoreio, a picanha brasileira construiu sua identidade também sobre qualidade da peça, acabamento, capa de gordura e técnica de preparo.

No churrasco tradicional brasileiro, não são necessários muitos ingredientes. Fogo, sal e domínio do ponto da carne são suficientes para produzir uma experiência que acabou atravessando fronteiras.

Como um corte virou símbolo do Brasil

A anatomia do bovino, sozinha, não explica o fenômeno. O Brasil construiu uma cultura em torno da picanha, dando à peça protagonismo nos açougues, churrascarias e encontros familiares.

Em outros mercados, a região correspondente pode ser separada de maneira diferente durante a desossa. No Brasil, ganhou identidade própria e se consolidou como uma das peças mais nobres e desejadas do churrasco.

Com a expansão internacional das churrascarias brasileiras, essa cultura também viajou. A própria palavra “picanha” passou a aparecer em cardápios e açougues fora do país, ajudando a associar o corte diretamente ao estilo brasileiro de preparar carne bovina.

O reconhecimento internacional, portanto, não nasceu apenas da qualidade da carne. Ele também é resultado de uma tradição que transformou uma região específica da carcaça bovina em produto gastronômico com identidade nacional.

Brasil tem outros representantes na lista

A picanha não é a única representante brasileira entre os 100 melhores. No levantamento citado pelo Compre Rural, a costela bovina aparece na 35ª posição, enquanto a moqueca baiana ocupa o 98º lugar, ampliando a presença da culinária nacional na classificação.

No caso da picanha, entretanto, existe uma conexão adicional com uma das cadeias produtivas mais importantes do agronegócio brasileiro. A pecuária de corte não apenas abastece consumidores dentro e fora do país, como também está diretamente relacionada a uma cultura gastronômica que se tornou parte da imagem do Brasil no exterior.

Essa combinação entre produção pecuária, tradição de churrasco e identidade culinária ajuda a explicar por que a picanha conseguiu ultrapassar o balcão do açougue e se transformar em um produto reconhecido internacionalmente.

Como funciona o ranking do TasteAtlas?

A classificação do TasteAtlas é construída a partir de avaliações realizadas por usuários da plataforma, com mecanismos utilizados pelo próprio site para tentar identificar e desconsiderar avaliações consideradas inconsistentes.

Isso significa que a lista não deve ser entendida como uma competição técnica capaz de determinar objetivamente qual é o melhor prato do planeta. Ela funciona principalmente como um retrato das avaliações registradas pelos consumidores que utilizam a plataforma.

Ainda assim, a permanência da picanha nas primeiras posições ao longo de sucessivas edições revela algo relevante: o corte brasileiro conseguiu manter elevado reconhecimento entre um público internacional.

Da pecuária brasileira para as mesas do mundo

Os números ajudam a contar essa história: 2º lugar em 2022, 2º novamente em 2023, melhor prato do mundo em 2024, 3º em 2025 e agora 15º na edição 2025/2026. A sequência mostra que o reconhecimento internacional da picanha não dependeu de apenas uma classificação excepcional.

Mais curioso ainda é perceber que não estamos falando de uma receita que exige dezenas de ingredientes ou técnicas inacessíveis. Na essência, trata-se de uma combinação relativamente simples entre uma boa peça de carne, sua característica capa de gordura, fogo, sal e conhecimento no preparo.

Foi a cultura brasileira que transformou essa simplicidade em tradição. E, mesmo depois de chegar ao topo do ranking mundial, a picanha continua entre os pratos mais bem avaliados do planeta, levando junto uma das imagens mais reconhecidas da pecuária e da gastronomia do Brasil.

Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.

Siga o Compre Rural no Google News e acompanhe nossos destaques.
RESUMIR COM:
LEIA TAMBÉM
NEWSLETTER COMPRERURAL

Receba as nossas
principais notícias

Conteúdo sobre o agronegócio, direto no seu e-mail.

🔒 Não enviamos spam. Você pode cancelar quando quiser.