A demanda chinesa por carne importada atingirá o pico em 2020, afirmou hoje o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, em debate promovido pelo Credit Suisse.
De acordo com ele, o ano passado ainda foi marcado pela liquidação do rebanho de matrizes de suínos na China, o que ampliou momentaneamente a oferta de carne no país na maior parte do ano.
No entanto, a liquidação do rebanho provoca uma escassez na oferta no momento seguinte.
Durante o debate, o CEO da BRF, Lorival Luz, também se mostrou otimista com a demanda chinesa. De acordo com ele, a tendência é positiva para 2020 e 2021. De acordo com o executivo, a situação da peste suína africana na China ainda deve demorar para ser resolvida.
Já o CEO da Marfrig Global Foods, Eduardo Miron, avaliou no mesmo painel que a China tende a habilitar mais frigoríficos para exportar ao país. Ele lembrou que em 2019 os chineses habilitaram frigoríficos de uma série de países. As liberações ocorrem na esteira da epidemia de peste suína africana que atingiu o país asiático.
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Embora Miron veja novas habilitações como um fator positivo, o mesmo não vale necessariamente para as indústrias de aves e suínos.
De acordo com Luz, CEO da BRF, “nem sempre exportar à China é mais vantajoso”. Dona das marcas Sadia e Perdigão, a companhia tem no Brasil um importante mercado para o escoamento de seus produtos, especialmente alimentos processados, como presunto. Segundo ele, a decisão sobre onde vender o produto depende da rentabilidade de cada mercado.
Fonte: Valor Investe.