Segundo analistas, o piso do boi ainda é incerto e deixa todos os vencimentos curtos longe dos R$ 200 na B3, mas o cenário ainda é melhor que o dos últimos anos.
Boi em São Paulo cedendo a R$ 185,00 a @ até o final do mês não é algo improvável, se for tomada a média de R$ 190/193,00 como está fechando a semana em alinhamento das pesquisas. Recuou bem este início de mês.
Além do indicador Cepea/Esalq apontando queda de 7,15% no mês e quase 2% ontem (16), com o preço paulista em torno dos R$ 192,00, há as referências em queda da Scot, da Agrifatto e de vários reportes em grupos de agentes por aplicativos de conversas.
Com o piso ainda sob dúvidas, na B3 não sobrou nenhum vencimento curto a R$ 200,00.
Apesar das compras da China retraídas – mas boas parciais nas exportações totais para o mês – o mercado interno vem ditando o jogo, de acordo com produtores e analistas.
Os frigoríficos compram pouco, mas também não encontram oferta amigável de produtores. Ainda falta bois em escala, mas os pastos vão melhorando e dá folga para os invernistas manobrar mais.
A oferta deverá melhorar a partir de fevereiro, mas a reposição deve seguir com boa força, o que também confere mais poder de pressão sobre os frigoríficos, de acordo com Gustavo Resende Machado, da Agrifatto.
Ele também analisa como preocupante o recuo da carne casada no atacado, para R$ 12/kg. No Mato Grosso, por exemplo, o recuo foi de 17,65 em 30 dias, de acordo com o Imea, instituo de pesquisa agropecuária do estado.
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Indicador do Boi Gordo, Cepea, dos últimos 60 dias

De acordo com o gráfico, depois da velocidade de alta assumida em novembro pelo preço da arroba, o mercado parece ter encontrado uma estabilidade. Os últimos onze dias foram marcados por pequenos oscilações mas uma cotação média de R$ 190/ 200,00, assim como era previsto pela maior parte das consultoras. Uma coisa é certa e não há dúvidas, a arroba não voltará ao preço de R$150, mas também está longe de atingir o seu recorde de R$ 235.
Compre Rural com informações do Money Times e Cepea