Plano Safra 2021/2022 reflete momento da economia brasileira

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Foto: Giovane Rocha

Para a FecoAgro/RS houve elevação considerável nos recursos disponibilizados para o próximo período; alta das taxas de juros preocupa devido à alta nos custos de produção

O governo federal lançou nesta terça-feira (22) o Plano Safra 2021/2022, com R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. O valor reflete um aumento de R$ 14,9 bilhões (6,3%) em relação ao Plano anterior. O Tesouro Nacional destinou R$ 13 bilhões para a equalização de juros. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2021 a 30 de junho de 2022.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) avaliou que o Plano Safra 2021/2022, anunciado nesta terça-feira, 22 de junho, cumpriu o seu papel. O aumento nos recursos em relação ao ano passado foi considerado positivo pela entidade.

Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, houve essa elevação considerável de recursos. “A questão dos juros equalizáveis tiveram um aumento, o que é uma forma altamente positiva, pois até existiu um questionamento sobre isso. Depois o governo voltou atrás e fez o que as cooperativas e demais entidades pediram”, observa.

O dirigente afirma que na questão do seguro agrícola, assim como pedido pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o valor poderia ser maior, chegando a R$ 1,5 bilhão. “Mas de uma forma geral foi bom. Temos um plano safra, com uma condição de aumentar a safra com uma meta da ministra de chegar a 300 milhões de toneladas se o clima nos ajudar”, destaca Pires.

O volume de recursos anunciado pelo governo federal foi de R$ 251,2 bilhões, sendo R$ 165,2 bilhões com juros controlados e R$ 86 bilhões com juros livres. Além disso, o seguro rural recebeu R$ 1 bilhão, enquanto o apoio à comercialização foi de R $1,4 bilhão. As taxas de juros fecharam entre 3% e 4,5% ao ano para o Pronaf, 5,5 % a 6,5% ao ano no Pronamp, entre 7,5% a 8,5% ao ano aos demais produtores e investimentos e entre 5,5% e 7% ao ano aos investimentos prioritários.


Para a Federarroz, alta das taxas de juros especialmente ao grande produtor preocupa devido à alta nos custos de produção

Para a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), o Plano Safra 2021/2022 divulgado nesta terça-feira, 22 de junho, reflete em parte o atual momento da economia brasileira. A alta de taxas de juros preocupa os produtores de arroz especialmente em um momento de alta dos custos de produção.

De acordo com o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, o Plano Safra trouxe um aumento da taxa de juros que, no caso dos pequenos e médios produtores, foi de 0,5%, mas para os demais produtores será um aumento de 1,5%. “É um aumento no custo da taxa de financiamento que nos preocupa porque temos projeção nos aumentos do custo de produção nos insumos como fertilizantes e agroquímicos”, destaca, acrescentando também que o valor do subsídio ao seguro rural ficou um pouco abaixo da expectativa do setor.

O volume de recursos anunciado pelo governo federal foi de R$ 251,2 bilhões, sendo R$ 165,2 bilhões com juros controlados e R$ 86 bilhões com juros livres. Além disso, o seguro rural recebeu R$ 1 bilhão, enquanto o apoio à comercialização foi de R $1,4 bilhão. As taxas de juros fecharam entre 3% e 4,5% ao ano para o Pronaf, 5,5 % a 6,5% ao ano no Pronamp, entre 7,5% a 8,5% ao ano aos demais produtores e investimentos e entre 5,5% e 7% ao ano aos investimentos prioritários.

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