Por que monitorar pragas de solo da cana-de-açúcar?

Por que monitorar pragas de solo da cana-de-açúcar?

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Foto: Por Dentro do Agro

É importante o monitoramento, pois os ataques podem gerar mau desenvolvimento das plantas, redução da quantidade do caldo e até perda da sacarose no colmo.

Conhecidas como pragas de solo, estes insetos vivem subterraneamente ou na superfície, se alimentando das raízes da cana-de-açúcar e danificando as mudas cultivadas.

Os ataques podem gerar mau desenvolvimento das plantas, redução da quantidade do caldo e até perda da sacarose no colmo.

Os hábitos subterrâneos destes insetos dificultam a identificação, monitoramento e ação do produtor. Mas a busca pelo manejo adequado é essencial para reduzir grandes perdas na lavoura.

Confira a seguir os principais danos que as pragas de solo podem causar se não forem controladas:

CIGARRINHA-DA-RAIZ

A umidade do solo, com acúmulo da palha, favorece a proliferação desta praga. A infestação da cigarrinha-da-raiz é identificada pela presença de uma espuma, na base das ramificações originadas a partir do caule.

Perdas estimadas: 2 toneladas de cana por hectare de infestação para cada ninfa/metro.*

BROCA DA CANA

Principal praga dos canaviais. A lagarta jovem alimenta-se das folhas, depois penetra pelas partes mais moles do colmo, abrindo galerias de baixo para cima. Por lá, elas ficam até atingirem a idade adulta, saindo pelo orifício deixado pela lagarta.

Perdas estimadas: 1.5 toneladas de cana por hectare a cada 1% de infestação.*

CUPIM

Os cupins vivem em colônias e seu alimento preferido é a matéria orgânica morta ou em decomposição. A cana-de-açúcar cortada e deixada por algum tempo no campo é fonte de alimento para esta praga, mas eles atacam os intervalos entre as gemas de crescimento do caule.

Perdas estimadas: 5.76 toneladas de cana por hectare a cada 1 cupim/cova.*

BICUDO DA CANA-DE-AÇÚCAR

As larvas do bicudo se abrigam no interior do rizoma, os caules subterrâneos, e danificam os tecidos.

Perdas estimadas: 0.7 toneladas de cana por hectare a cada 1% de rizomas atacados.*

*(Fonte: Revista RPA News)

Controle eficaz

Para um controle eficiente, é importante identificar e registrar os grupos mais comuns, através de monitoramento regrado e registros fotográficos, por exemplo.

A tecnologia é uma grande aliada dos agricultores para a execução de um controle de pragas de qualidade. Por meio do monitoramento de pragas, o produtor tem conhecimento da ameaça que está enfrentando para estudar a melhor estratégia de combate. Outro ponto relevante do monitoramento, é a capacidade de análise do local em que está ocorrendo maior intensidade de infestação.

A coleta de informações permite a tomada de decisão de forma mais ágil e precisa, uma vez que os dados estarão registrados, possibilitando consultas futuras em caso de pragas recorrentes.

Fonte: Por dentro do Agro

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21 anos, Jales/SP.
Estudante de Jornalismo, fotógrafa e estagiaria em Assessoria de Imprensa.
Contato: jornalismo@comprerural.com