De acordo com a consultoria, o valor médio recebido pelo produtor brasileiro em julho já foi o segundo maior da história, a R$ 1,75 por litro.
Os preços do leite pago ao produtor e dos derivados lácteos devem subir ao longo do segundo semestre de 2020, projeta a Cogo – Inteligência em Agronegócio. No momento, segundo a consultoria, o valor médio do litro de leite no Brasil regista alta de 29,2% entre janeiro e julho.
“Esse avanço no preço em 2020 foi acentuado pelo forte aumento de 15,7% observado de junho para julho, quando o valor médio ao produtor chegou a R$ 1,75 por litro, o maior registrado para um mês de julho e o segundo mais alto de toda a série histórica, atrás apenas da média de agosto de 2016 (R$ 1,78/litro), em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de julho/2020)”, informa.
Apesar do patamar já elevado, o preço do leite captado em julho e pago neste mês de agosto deve ultrapassar com folga o recorde, segundo a Cogo. “A expectativa é de alta média de 10%”, diz.
A consultoria afirma que essa valorização do leite se deve à maior competição entre as indústrias de laticínios para garantir a compra de matéria-prima nos últimos meses. “A concorrência acirrada, por sua vez, está atrelada à necessidade de se refazer estoques de derivados lácteos, em um momento de oferta limitada no campo e de demanda aquecida”, diz.
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De acordo com a Cogo, existe uma tendência típica de aumento das cotações ao produtor entre março e agosto, devido à sazonalidade da produção. “Nesse período, a captação de leite é prejudicada pela baixa disponibilidade de pastagens, em decorrência da diminuição das chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. No entanto, neste ano, a situação foi agravada pelos efeitos associados à Covid-19”, aponta.
Saiba mais no relatório completo da Cogo!
Com informações da COGO e Canal Rural