Preços da soja despencam nos portos

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Foto: Divulgação

Já os contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos

Os preços da soja recuaram na maioria das praças de comercialização do Brasil nesta quarta-feira (8), acompanhando a queda do dólar frente ao real. As perdas foram mais consistentes durante a manhã, quando Chicago também caía. A recuperação dos contratos futuros amenizou o impacto negativo do câmbio.

Desta forma, a movimentação travou, com compradores e vendedores cautelosos. A expectativa se volta agora para o relatório do USDA, que será divulgado amanhã.

– Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos caiu de R$ 169,50 para R$ 169,00

– Região das Missões: a cotação recuou de R$ 169,00 para R$ 168,00

– Porto de Rio Grande: o preço passou de R$ 174,00 para R$ 171,00

– Cascavel (PR): o preço passou de R$ 164,00 para R$ 161,00 a saca

– Porto de Paranaguá (PR): a saca passou de R$ 169,50 para R$ 166,00

– Rondonópolis (MT): a saca ficou em R$ 154,00

– Dourados (MS): a cotação permaneceu em R$ 155,00

– Rio Verde (GO): a saca recuou de R$ 153,00 para R$ 151,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. Na véspera do relatório do USDA, sinais de demanda por parte da China garantiram a recuperação.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 130 mil toneladas de soja em grão para a China. A entrega está programada para a temporada 2021/22.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve elevar a sua estimativa para os estoques de passagem de soja dos Estados Unidos em 2021/22. O relatório de dezembro do  Departamento será divulgado na quinta (9), às 14hs.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques de 353 milhões de bushels, contra 340 milhões de bushels indicados no relatório de novembro.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2021/22 de 104,3 milhões de toneladas, contra 103,8 milhões estimados em novembro. Para 2020/21, a previsão deverá subir de 100,1 milhões para 100,4 milhões de toneladas.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 123 mil toneladas de soja em grão para destinos não revelados, a serem entregues na temporada 2021/22.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 10,75 centavos de dólar por bushel ou 0,85% a US$ 12,61 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,68 3/4 por bushel, com ganho de 10,50 centavos ou 0,82%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 7,50 ou 2,14% a US$ 357,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 55,55 centavos de dólar, com baixa de 1,55 centavo ou 2,71%.

Câmbio

O dólar comercial fechou em R$ 5,5350, com queda de 1,49%. O avanço significativo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, em um acordo selado entre Câmara e Senado, além da diminuição da preocupação global com a variante Ômicron, derrubaram a moeda norte-americana.

Fonte: Agência Safras

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