O Brasil tem papel relevante na oferta global de alimentos e proteínas, reunindo condições para ampliar sua presença internacional por meio da competitividade, da inovação e da capacidade de atender diferentes perfis de consumidores.
Em um cenário marcado por tensões geopolíticas, novas barreiras comerciais e crescentes preocupações com a segurança alimentar mundial, o Brasil tem papel relevante na oferta global de alimentos e proteínas, reunindo condições para ampliar sua presença internacional por meio da competitividade, da inovação e da capacidade de atender diferentes perfis de consumidores. A afirmação foi feita por Ingo Plöger, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), durante o Veja Fórum Agro 2026, realizado nesta segunda-feira (16), em São Paulo.
“Somos um dos poucos países com capacidade de integrar toda a cadeia de produção animal e atender mercados internacionais com produtos alinhados às preferências dos mais variados consumidores”, afirmou Plöger no painel “Novas Oportunidades no Agro Brasileiro”, que contou ainda com participação de Cleber Soares, secretário-executivo do Ministério da Agricultura, e de Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, proferiu a palestra inaugural do evento.
Ao analisar os avanços da agricultura tropical e as oportunidades para o agro brasileiro, o presidente da ABAG defendeu a ampliação da presença do país nos mercados globais por meio da inovação e da exportação de conhecimento e tecnologia.
“Acredito que um dos próximos passos estratégicos do país será a internacionalização da Embrapa, levando a experiência brasileira em agricultura tropical para outras regiões do mundo. A África, pelas suas características e potencial produtivo, deve ser um dos principais destinos dessa expansão do conhecimento e da cooperação tecnológica brasileira”, avaliou o executivo.
Outro ponto importante mencionado por Plöger está ligado à relação entre produção de alimentos e biocombustíveis que, pela experiência brasileira, devem caminhar juntas. “Temos defendido na Europa que, quanto mais combustível renovável produzimos, mais alimentos também geramos. O milho é um exemplo claro de como podemos produzir energia renovável, proteína animal e alimentos de maneira integrada e eficiente”, ressaltou. 
Crédito foto: Divulgação
Ao abordar o futuro do agro, Ingo destacou o papel do empreendedorismo na geração de renda, inclusão produtiva e desenvolvimento regional. Segundo ele, os estados com maior dinamismo agropecuário têm atraído mão de obra, impulsionado a formação de uma nova classe média e criado oportunidades para pequenos e médios negócios. “Cerca de metade da população brasileira vive em cidades com até 400 mil habitantes, muitas delas diretamente conectadas às cadeias do agronegócio, reforçando sua importância para o país.”
Nesse sentido, a ABAG tem atuado com uma visão estratégica voltada para as próximas décadas, considerando o fortalecimento do empreendedorismo e da competitividade como pilares fundamentais para o crescimento do país. “O agronegócio é uma questão de Estado. Quando pensamos no Brasil dos próximos 20 ou 30 anos, é impossível dissociar o desenvolvimento econômico e social do papel desempenhado pelo agro. O setor continuará sendo fundamental para a sociedade brasileira”, concluiu.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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