Produtores do Vale do Ribeira iniciam a colheita da ponkan

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Produtores do Vale do Ribeira iniciam a colheita da ponkan
A previsão de crescimento é de 6% na colheita da ponkan (Crédito - Andressa Miretzki).

Ponkan foi apontada pelo Sebrae Paraná com potencial para ter o registro de Indicação Geográfica; a previsão de crescimento é de 6% na colheita da ponkan

A proximidade do inverno também marca o início da colheita da ponkan no Vale do Ribeira. A região, com produção composta pelos municípios de Cerro Azul, Doutor Ulysses, Itaperuçu, e Rio Branco do Sul, é uma das principais produtoras do Brasil. Com condições climáticas ideais, sabor e características marcantes, o cítrico foi identificado pelo Sebrae Paraná como um produto em potencial para possuir o registro de Indicação Geográfica (IG).

O Brasil, em 2020, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), colheu um milhão de tonelada da ponkan em 55,5 mil hectares de cultivo. O Vale do Ribeira, no Paraná, é o principal produtor nacional, sendo responsável por 9,6% de toda a ponkan brasileira. O destaque vai para Cerro Azul, que é o maior produtor do país. Foram colhidas 46.500 toneladas da fruta, em 3.000 hectares, em 2020, com Valor Bruto de Produção de R$ 76.725.000,00. Segundo a prefeitura da cidade, a expectativa é de crescimento de 6% na safra desse ano.

Os benefícios para o cultivo na região são conhecidos desde o período imperial, mas o plantio da fruta teve início há cerca de 60 anos. O incentivo e o desenvolvimento da região e a busca pelo registro de IG conta com esforços dos produtores, Sebrae Paraná, Prefeitura de Cerro Azul, a Cooperativa de Processamento Alimentar e Agricultura Familiar Solidária do Vale do Ribeira Paranaense (Copavale) e a Cooperativa dos Produtores do Vale (Provale), além do Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba (Pró-Metrópole).

“Esse trabalho integrado é necessário para potencializar o produtor na base, para que ele possa ter mais sustentabilidade e ampliar os seus resultados, com novas oportunidades, e soluções integradas para que a cadeia da fruta seja fortalecida. Queremos seguir com essas parcerias para promover ações sustentáveis”, afirma o consultor do Sebrae Paraná, Ivan Evangelista.

O principal parceiro da comercialização do cítrico são os municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A ação resulta no desenvolvimento local e no escoamento de produtos. Além disso, estados vizinhos, como Santa Catarina e outras regiões do Paraná também recebem os cítricos.

“Temos feito esforços no sentido de criar um mercado comum metropolitano, para que os agricultores familiares da RMC possam negociar seus produtos com a capital. Nossa intenção é que esses produtos tenham forte presença no mercado curitibano nos próximos anos, o que vai auxiliar no desenvolvimento de toda a cadeia de agricultores familiares daquela região”, diz o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba e coordenador do grupo de trabalho Agroalimentar, realizado pelo Pró-Metrópole, Luís Damaso Gusi.

Produtores do Vale do Ribeira iniciam a colheita da ponkan
Foram colhidas 46 mil toneladas de ponkan em 2020 no Vale do Ribeira (Crédito – Andressa Miretzki).

Produção

Em Cerro Azul, Claudemir José da Costa faz parte da segunda geração de sua família e deu início à colheita da ponkan. O produtor conta que começou a fazer parte da produção e da colheita com 12 anos de idade, ao lado do seu pai, que iniciou o cultivo de cítricos há cerca de 50 anos.

Com frutas em três propriedades na cidade, Claudemir possui por volta de 22 mil pés de ponkan. No ano anterior, foram 15 mil. “Em 2021 colhemos 200 toneladas e a expectativa para esse ano é ainda melhor. Aumentamos a nossa produção e conseguimos notar que a quantidade de frutos por pé esse ano será maior. Um dos principais fatores para isso foi a volta da chuva, após o período de seca dos últimos anos”, comenta.

Indicação Geográfica

A ponkan do Vale do Ribeira foi eleita pelo Sebrae como um produto com potencial para possuir o selo de Indicação Geográfica. Estão sendo levantados estudos para identificar em qual modalidade o produto irá realizar o pedido para o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

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