Qual o melhor no Nelore, umbigo baixo ou alto? Veja

Qual o melhor no Nelore, umbigo baixo ou alto? Veja

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Sabe aquela hora de escolher um touro, ou na compra da bezerrada, que você olha e se pergunta: “Que tipo de umbigo devo buscar no Nelore, alto ou baixo?”; Veja a resposta!

O criador de Nelore PO João Pereira, de Matina, na Bahia, tem uma dúvida que é, também, partilhada por inúmeros pecuaristas do Brasil. “Qual a diferença do umbigo baixo e o alto?”.

Para atender o produtor, quem responde é o zootecnista Ricardo Abreu, gerente de fomento da ABCZ, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu. O especialista esclareceu o ponto em questão e também apontou qual é o perfil desejado do touro tratando especificamente desta característica.

“A característica de umbigo tem uma correlação muito grande com a barbela do animal. O animal mais courudo tem a barbela, que o pessoal do campo chama de toalha apregoada, e aquele ali é o ‘radiador’. Por isso uma das características importantes do Zebu é ele dissipar calor por ali. É uma característica muito forte de adaptabilidade ao trópico e é uma das características que os técnicos realmente consideram”, explicou Abreu.

“Mas nós não queremos os extremos”, ponderou Abreu.

“Nós queremos um animal courudo para ele ter essa dissipação de calor, mas, claro, que tem uma correlação de que um animal muito courudo vai ter um umbigo um pouco mais comprido e nós estamos em pastagens tropicais, a gente não quer o umbigo também abaixo do joelho, abaixo da linha do jarrete. E também não queremos aquele umbigo grudado, aquele umbigo muito alto porque realmente o animal vai ser agarradinho. Nós queremos um umbigo de tamanho mediano”, sustentou.

“Nós damos notas dentro do PMGZ, que é o Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas, para característica de umbigo. Isto é, quanto maior é o umbigo, maior é a nota em uma escala que vai de 1 a 6. O que é o umbigo ideal? Aquele umbigo de 3 a 4. Então 1 e 2 não é desejado, nem o umbigo 5 e 6. E isso vem na avaliação genética de todos os machos, os touros, e também fêmeas dentro do PMGZ”, revelou.

Segundo o especialista, o produtor deve estar atento para a DEP de umbigo e como ela combina com as características das fêmeas que possui em seu plantel.

“Tem avaliação genética para umbigo. Se você tem na fazenda as suas fêmeas que são muito umbigudas ou pouco umbigudas, é importante que os touros que o senhor vai utilizar tenham a informação da DEP, que é a predição do valor genético lá do animal para DEP de umbigo, uma característica importante de funcionalidade. E isso é muito bem avaliado em todos os animais de todas as raças zebuínas dentro do programa PMGZ aqui da ABCZ”, reforçou.

Com informações do Giro do Boi

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