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Ranking dos países com mais cabeças de gado; veja posição brasileira

No ranking dos países com os mais gado a liderança pertencia à Índia, com impressionantes 307,5 milhões de cabeças; confira a posição brasileira

Os principais rebanhos mundiais de bovinos têm passado por variações nos últimos anos, e é fundamental compreender essas mudanças para avaliar o cenário global da pecuária. Em outubro, o USDA revisou os dados, revelando uma perspectiva de relativa estabilidade no estoque mundial de bovinos, com ênfase na diminuição nos rebanhos dos EUA, Brasil e Argentina. Acompanhe conosco!

Os números revisados pelo USDA em outubro de 2023 oferecem uma visão abrangente do estoque de bovinos no mundo, indicando que o rebanho global deverá atingir 944,14 milhões de cabeças em 2024. Essa projeção sugere uma estabilidade em relação a 2023, refletindo um crescimento acumulado de 1,70% entre 2019 e a previsão para 2024, caso os dados se confirmem.

No ranking dos países com os maiores rebanhos, a liderança pertencia à Índia, com impressionantes 307,5 milhões de cabeças, seguida pelo Brasil, que detinha 194,4 milhões, e pela China, com 101,5 milhões. Os Estados Unidos ocupavam a quarta posição, contando com 89 milhões de cabeças, enquanto a União Europeia figurava em quinto lugar, com 74,6 milhões. Completando o top 10, estavam Argentina (52,8 milhões), Austrália (25 milhões), México (16,5 milhões), Rússia (15,8 milhões) e Turquia (14,5 milhões).

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Foto: Divulgação

O Brasil se destacava como o principal detentor do maior rebanho comercial de bovinos de corte em escala global, consolidando sua posição como um dos principais produtores e exportadores de carne bovina. Impulsionado por uma pecuária eficiente e em larga escala, o país aproveitava as condições climáticas, características do solo e a disponibilidade de pastagens. A qualidade reconhecida da carne bovina brasileira atendia aos padrões sanitários internacionais, e seus principais mercados consumidores incluíam China, Hong Kong, Egito, Chile e Emirados Árabes Unidos.

Por outro lado, a Índia, detentora do maior rebanho global, adotava uma abordagem distinta, pois sua cultura religiosa considerava o gado como sagrado, proibindo sua utilização para a produção de carne bovina. A pecuária indiana concentrava-se na produção de leite e derivados, desempenhando um papel crucial como fonte de proteína para a população. A Índia se destacava como o principal produtor e consumidor mundial de leite.

A China ocupava a posição de terceiro maior detentor de rebanho bovino global, consolidando-se como um importante produtor e consumidor de carne bovina. Enfrentando desafios como a escassez de terras aráveis, poluição ambiental e doenças animais, a China adotava estratégias voltadas para o aprimoramento da produtividade e qualidade de seu rebanho, mediante avanços em genética, nutrição e sanidade. Além disso, o país complementava sua demanda interna importando carne bovina de outras nações.

Os Estados Unidos, detendo o quarto maior rebanho bovino mundial, se destacavam como o principal produtor e exportador de carne bovina. Com uma pecuária altamente tecnificada e industrializada, caracterizada por sistemas intensivos de confinamento e alimentação, a carne bovina americana era reconhecida pela sua qualidade superior em sabor e maciez. Os destinos primários das exportações estadunidenses eram Japão, Coreia do Sul, México e Canadá.

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Foto: Carpa Serrana

A União Europeia, ocupando a quinta posição no ranking mundial de rebanho bovino, desempenhava um papel significativo como produtora e consumidora de carne bovina. A pecuária europeia era pautada por rigorosos padrões de qualidade e bem-estar animal, além do respeito às normas ambientais. A diversidade na carne bovina europeia incluía denominações de origem protegidas, e as exportações eram predominantemente direcionadas para países africanos e asiáticos.

Os demais países do top 10 também contribuíam de maneira relevante para a economia e alimentação global. A Argentina se destacava por sua carne bovina de alta qualidade, proveniente de animais criados em pastagens naturais. A Austrália, como grande exportadora de carne bovina para a Ásia e o Oriente Médio, possuía um rebanho adaptado às condições climáticas locais. O México, com uma pecuária diversificada, abrangia a produção de carne bovina, leite, couro e subprodutos. A Rússia, em processo de recuperação após a queda da União Soviética, buscava aumentar sua autossuficiência em carne bovina. A Turquia, com uma pecuária tradicional baseada na criação de raças locais, se dedicava à produção de leite e carne bovina.

Ranking

  • Índia: A Índia mantém o maior rebanho de gado, com 307,5 milhões de cabeças em 2023, representando cerca de um terço do total mundial.
  • Brasil: O Brasil ocupa a segunda posição, com um inventário de gado significativo.
  • China: A China está em terceiro lugar, com 193,2 milhões de cabeças.
  • Estados Unidos: Os Estados Unidos possuem 93,8 milhões de cabeças de gado.
  • Etiópia: A Etiópia está em quinto lugar, com 65,7 milhões de cabeças.
  • Argentina: A Argentina possui 53,4 milhões de cabeças.
  • Paquistão: O Paquistão fecha a lista dos sete primeiros, com 51,5 milhões de bovinos.

É notável que em 2023, quatro países – Uruguai, Nova Zelândia, Argentina e Brasil – possuíam mais gado do que população. O Brasil se destaca como um dos principais produtores de carne bovina no mundo, ao lado de Austrália, Índia, China, Estados Unidos, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Por que o Brasil é o país tem mais gado no mundo?

O Brasil conquista sua posição como líder mundial em número de cabeças de gado devido à sua proeminência como grande produtor e fornecedor global de carne bovina. No país, a oportunidade de produção a pasto se destaca, apresentando um custo atrativo por arroba engordada quando o manejo é eficientemente conduzido.

Diferentemente de outros países, como os Estados Unidos, onde o confinamento é a base para a produção de bovinos e o custo por arroba engordada é mais elevado, o Brasil adota um enfoque favorável. A produção em climas tropicais, como observado no centro-oeste brasileiro, possibilita a criação em regime de pastejo, conferindo ao sistema produtivo maior flexibilidade e competitividade econômica.

Quais são os obstáculos enfrentados pelo Brasil ao buscar a posição de líder mundial na produção de gado?

O sistema produtivo encontra algumas limitações notáveis, especialmente relacionadas às plantas forrageiras, que sofrem variações sazonais ao longo do ano. Portanto, é crucial estabelecer programas alimentares que atendam às exigências dos animais em diferentes fases de crescimento.

Outro desafio significativo é a oscilação climática que ocorre em grande parte do país durante o ano. Essas mudanças climáticas desempenham um papel crucial na curva de crescimento dos animais, sendo classificadas em dois períodos distintos:

Período das Águas

Durante essa fase, o crescimento e desenvolvimento da forragem são impulsionados por condições climáticas favoráveis, como luminosidade, temperatura e precipitação. Com práticas adequadas de manejo, a forragem disponível para o pastejo apresenta boa qualidade estrutural e nutritiva, resultando em ganhos de peso satisfatórios. Nutricionalmente, o período das águas é subdividido em transição seca-águas e transição águas-seca.

Período da Seca

Caracterizado pela baixa precipitação, temperatura reduzida e menor luminosidade, este período limita o crescimento das plantas, levando à senescência e perda de valor nutritivo. Durante essa fase, os animais enfrentam baixo ganho de peso ou até mesmo perdas. No entanto, um programa eficaz de suplementação mineral pode ajudar os produtores a compensar a escassez de pastagem.

Em resumo, embora o Brasil apresente condições favoráveis para um sistema de produção bovina de alta qualidade, enfrenta desafios sazonais e climáticos. Mesmo assim, é essa capacidade de superação que destaca o país como o maior produtor de gado do mundo. Se o conteúdo foi do seu agrado, sinta-se à vontade para compartilhá-lo em suas redes sociais.

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Escrito por Compre Rural

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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