Reposição sobe para R$ 410,00/@ e preocupa setor!

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Foto: Fazenda 3R

Os preços da reposição voltaram a apresentar mudança na curva de preços, abandonando as mínimas e o novo patamar de preço preocupa os pecuaristas!

O volume de negócios no mercado brasileiro de animais para reposição apresentou evolução, mesmo que tímida, ao longo desta semana em determinadas praças pecuárias do País. Por outro lado, os pecuaristas da recria e terminação estão apreensivos e com o sinal vermelho em alerta para conseguir fechar essa conta!

Além das negociações privadas, os pecuaristas estão preferindo as compras pelos leilões, onde é possível negociar lotes mais baratos e com prazos maiores para pagamento. Sendo assim, informamos que as quantidades de leilões também registrou avanços em igual período analisado.

Do lado da reposição, a piora na qualidade das pastagens somada  aos altos preços dos insumos não permitem que os negócios ganhem ritmos como aqueles que foram verificados no primeiro semestre.

“A procura no mercado de bovinos mais jovens apresenta reação na quantidade demandada, em função da redução de preços ao longo das últimas semana, que viabiliza economicamente as operações de recria e engorda em algumas regiões do Brasil”, observa a consultoria.

Entretanto, para os animais mais erados, os garrotes em especial – animais de 18 meses ou 9,5kg – tiveram um aumento nos últimos dias, onde os preços variam entre R$ 410,00/@ a R$ 350,00/@, segundo os dados da Scot Consultoria.

Esse fato, neste momento em especial, se deve a procura e acordos com frigoríficos e boiteis que, impulsionam o mercado de reposição, para as categorias que serão ofertadas no primeiro trimestre de 2022. Sendo assim, é possível absorver os atuais patamares de preços da nutrição para os animais.

Preços na cria invertendo a curva

Os pecuaristas que atuam no setor de cria, por sua vez, procuram resistir como podem ao preços mais baixos, por conta dos elevados custos de produção – que cresceram após a quebra do milho safrinha, também alvo das geadas recentes.

“A reação da demanda indica que os pisos de preços para animais jovens se encontram entre R$ 2.600/R$ 2.900 por cabeça, garantindo a firmeza dos preços nesse intervalo”, informa a IHS.

Segundo os dados do Indicador do Bezerro/CEPEA, mostram que os animais abandonaram as mínimas e a curva volta a apresentar tendência de alta nos preços. Os valores sofreram uma desvalorização de R$ 150,00/cabeça, atingindo o fundo da curva a R$ 2811,85/cab, e agora já apresentam alta nos preços sendo cotado a R$ 2.833,59/cabeça par ao bezerro desmama no estado sul mato-grossense.

A ponta compradora, que esboçou reação ao longo da última semana, consolida o movimento de maior procura por animais reposição. No entanto, a dinâmica oferecida ao mercado pelos boitéis é predominante na região Centro-Oeste, que detém maiores estoques de milho disponíveis, oferecendo custos menores aos confinadores.

No Sul, Sudeste e Norte, os elevados custos de nutrição não viabilizam a liquidez no mercado de reposição, relata a IHS. Já no Nordeste, o uso exclusivo de pastagens para a terminação de animais ainda é dependente da sazonalidade do clima, que não é favorável no momento, reduzindo a procura por animais para recria e engorda.

Nesse cenário, foi possível verificar significativos movimentos de altas nos preços da maioria das categorias de animais no Mato Grosso, Tocantins, Goiás e Mato Grosso do Sul. De maneira oposta, os preços ainda mostram fragilidade em São Paulo e estabilidade no Rio Grande do Sul, informa a IHS.

Quantidade de bovinos abatidos no país

Apesar do período teoricamente de maior volume de abate de bovinos (safra), a quantidade de animais abatidos no segundo trimestre deste ano teve o pior desempenho para o período em seis anos.

O baixo volume de animais prontos para abate no mercado brasileiro segue sendo confirmado por dados oficiais. Segundo dados do IBGE, de janeiro a junho deste ano, foram abatidos no Brasil 13,61 milhões de animais, 7,28% a menos que no mesmo período de 2020 e expressivos 14,21% abaixo do de 2019.

Trata-se, também, do menor volume desde o primeiro semestre de 2009, quando o total abatido foi de 13,38 milhões de animais. Pesquisadores do Cepea ressaltam que o menor volume de gado ao longo do primeiro semestre manteve em alta os preços da arroba em praticamente todas as regiões produtoras do País.

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